Com exclusividade, o OPINIÃO E NOTÍCIA publicou no último sábado (13) uma série de informações sobre os bastidores da política em União e como a administração, considerada “centralizadora” do Prefeito Gustavo Medeiros (PP), segundo fontes ouvidas, está impactando nas eleições 2026. Candidatos apoiados pelo gestor perdem fôlego diante das insatisfações de vereadores e lideranças da sua base aliada. Nesta quarta-feira (17) mais uma notícia antecipada pela nossa reportagem se confirmou, a exoneração do Secretário de Cultura do município. Para a pasta já foi nomeado o cirurgião-dentista Júlio Fortes, primo em segundo grau do gestor municipal.
Aqui começam novas situações que podem levar a um rompimento político. De acordo com a Portaria nº 0773/2026-GP de 12 de junho de 2026, na véspera de nossa reportagem, Lucas Sousa (REP) teria sido exonerado A PEDIDO, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Mas, apesar disso, a verdade é que o vereador suplente não pediu para sair. Tudo foi motivado em retaliação a ele e seu grupo ligado ao vice-Prefeito Neerias Cavalcante (REP) confirmarem apoio a Rafael Fonteles, Jadyel Alencar (REP), Rubens Vieira (PT) e fecharem apoio a Marcelo Castro (MDB) e Ciro Nogueira (PP).
Nós procuramos o ex-Secretário Lucas Sousa, mas ele não respondeu às nossas mensagens e contatos por telefone. Voltamos a buscar informações com nossas fontes na Prefeitura e na Câmara Municipal e eles confirmaram que o cenário seria exatamente este:
“O Lucas disse ao Gustavo Medeiros que ele não pediria para sair, se quisesse que o exonerasse. Mas, o Prefeito veio com essa de a pedido, o que não é verdade. Ele está muito é insatisfeito com os rumos que as coisas tomaram por não querer ouvir as lideranças e centralizar todas as decisões”, disse uma liderança. “Você pergunta se há rompimento. Mas, o que sabemos é que o grupo do vice-Prefeito e do Lucas tem mais de uma dezena de indicações na Prefeitura e, caso o Gustavo resolva mexer com eles, aí sim o racha está fechado. O Gustavo precisa entender que ele não se reelegeu sozinho, algo inédito na nossa cidade, e a continuar como está ele não faz o sucessor. Já perdeu muito apoio para seus candidatos a Governo, deputado estadual e federal. Apenas Ciro (Nogueira), como disse antes, é o nome quase que de consenso”, analisa uma segunda fonte ouvida pelo OPINIÃO E NOTÍCIA.
A chapa fechada ao Senado, com Ciro Nogueira e Marcelo Castro seria fruto também de um entendimento de apoio a União, onde os parlamentares se comprometeram, segundo nossa fonte, a liberar em torno de R$ 1.5 milhão para obras no município.
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Exoneração de secretário não foi a pedido, aprofunda crise na base de Gustavo Medeiros e pode acelerar racha político com vice em União
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