• 13 de junho de 2026
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sábado, 13 de junho de 2026 | Wesslley Sales

Queixo duro de Gustavo Medeiros afasta vereadores e lideranças de seus candidatos do PP e expõe racha para a Presidência da Câmara

Gustavo Neiva e Joel Rodrigues são as principais vítimas do desgaste político na base do Prefeito de União, que veem os apoios migrando para Rafael Fonteles e aliados

As articulações para as eleições de 2026 e para a próxima disputa pela presidência do parlamento estão revelando um cenário de crescente insatisfação entre lideranças que até pouco tempo integravam a base política do prefeito de União, Gustavo Medeiros (PP). Informações repassadas ao OPINIÃO E NOTÍCIA por pessoas ligadas à gestão, com trânsito fluente na Prefeitura e no Câmara Municipal, apontam que vereadores e lideranças tradicionais estão migrando para candidatos diferentes dos apoiados pelo prefeito e, em alguns casos, aproximando-se do governador Rafael Fonteles (PT).

Segundo nossa fonte o movimento não ocorre por divergências ideológicas, mas por um sentimento de abandono político e pela forma como Gustavo Medeiros conduziria sua relação com vereadores e aliados. Sobra queixo duro e falta diálogo e respeito. A avaliação é que as decisões estariam excessivamente concentradas em um núcleo restrito, reduzindo o espaço de diálogo com lideranças que ajudaram a construir a atual administração.

“Rançou demais já é ruim, agora é péssimo concentrando tudo nele. Tá perdendo apoio para os seus candidatos a deputado, o Gustavo Neiva e para o Governo, Joel Rodrigues. Só o Ciro (Nogueira) ainda tá preservado.  Por exemplo, o vice-Prefeito Neerias Cavalcante (REP), com o cunhado Lucas Sousa, que é Secretário de Cultura, vota no Rubens Vieira (PT) e Jadyel Alencar (REP). Era certo que ficavam com o prefeito, mas aderiu ao Governador Rafael Fonteles. O que já se comenta nos bastidores da Câmara é que, por causa disso, o Prefeito vai exonerar o Lucas e colocar o Julim Medeiros, que é seu primo”, explica.

Um dos casos mais emblemáticos envolve o vereador Júnior Mota (PP), que obteve 1.605 votos na última eleição municipal. Filho do ex-prefeito Dr. Edmilson Mota, ele sempre esteve ligado ao grupo político do deputado estadual Gustavo Neiva (PP), aliado do Prefeito de União. Mas, segundo a nossa fonte, deverá apoiar o presidente da Assembleia Legislativa, Severo Eulálio (MDB) nas eleições deste ano.

Outro nome citado é do vereador Raimundo Moraes (PP, 1.374 votos), que também deixaria o campo político tradicional da gestão Gustavo Medeiros para apoiar Severo Eulálio. De acordo com a fonte, a mudança ocorre após um período de afastamento político e falta de prestígio dentro do grupo governista municipal. O vereador Dunche fortes Fortes (PP, 1.370 votos), filho da ex-vereadora Fátima Fortes, também é apontado como uma das lideranças que passaram a adotar uma posição independente da orientação do prefeito.

A movimentação não se limita aos vereadores. A suplente de vereadora Conceição Moraes (581 votos), filiada ao União Brasil e atualmente coordenadora do CRAS, também teria se afastado politicamente do prefeito após divergências internas. 

“O Gustavo apontou o dedo na cara dela e desafiou que demitia. Ela muito contrariada com as atitudes do Prefeito aderiu ao Governador Rafael e vota no estadual Dr. Thales (PT) e para federal no Dr. Francisco (PT)”, afirmou outra fonte ouvida pelo OPINIÃO E NOTÍCIA, confirmando as informações que ouvimos anteriormente.

Disputa pela presidência da Câmara entra no centro das articulações

Além da eleição estadual, a sucessão da presidência da Câmara Municipal que ocorre em outubro deste ano, logo após as eleições gerais, aparece como um dos principais fatores por trás do realinhamento político observado em União. Segundo a fonte ouvida pela reportagem, vereadores que se sentem sem espaço dentro da base governista passaram a construir uma articulação própria para disputar o comando do Legislativo municipal.

“Tem vereadores do partido do prefeito que não encontram espaço e nem podem sonhar com a Presidência da Câmara. Pelo que estamos acompanhando já se fala em uma quase certa união de Dunche fortes com o vereador Raimundo Moraes (PP, 1.374 votos) que devem se juntar com a oposição para fortalecer um grupo para a Mesa Diretora. Isso significa que estão migrando para a base do atual presidente Eduardo bacelar (REP, 1.388 votos), tido com um dos adversários do Gustavo Medeiros”, revela o que está sendo tratado apenas nos bastidores.

A declaração sugere que a disputa pela Mesa Diretora deixou de ser apenas uma questão interna do Legislativo e passou a refletir a insatisfação de parte dos aliados com a condução política do grupo governista. Nos bastidores, a avaliação é que o principal problema para o prefeito não está apenas na eventual perda de apoio para determinados candidatos, mas no fato de que vereadores com votação expressiva estão construindo caminhos próprios, independentes das orientações do Palácio Municipal.

Caso o movimento continue avançando, Gustavo Medeiros poderá enfrentar um cenário mais fragmentado do que o esperado tanto na eleição estadual de 2026 quanto nas futuras disputas locais. Em municípios do porte de União, a força política de um prefeito costuma ser medida pela capacidade de manter unido o grupo que o elegeu. Quando lideranças começam a buscar alternativas fora da estrutura governista, o sinal normalmente é interpretado como um alerta de desgaste e de reacomodação das forças políticas locais.

 Queixo duro de Gustavo Medeiros afasta vereadores e lideranças de seus candidatos do PP e expõe racha para a Presidência da Câmara  


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