Pelo menos dois candidatos eleitos para Câmaras Municipais esse ano são procurados pela Justiça. Um deles está no Piauí e o outro no Rio de Janeiro. O levantamento é do portal G1 que, ao fazer cruzamento de dados, conseguiu chegar a um total de 20 condenados que participaram da eleição deste ano com 18 deles chegando a suplência.
No Piauí o eleito com 147 votos e novo vereador da cidade de Lagoinha do Piauí é Givanildo Batista Soares, o Gilvan (MDB), natural de Água Branca. Ele se declarou agricultor com bens avaliados em R$ 12 mil. Apesar de juntar documentação que não tem pendências na Justiça, contra ele há uma condenação por atropelar e matar uma pessoa em Marabá-PA em 2021. A pena, por homicídio culposo, foi de 2 anos e 8 meses de prisão, com mandato expedito em setembro deste ano. Porque ele conseguiu ser candidato? Por uma falha. As certidões negativas exigidas são do Estado onde a pessoa disputa.
Ainda no Piauí, Gasparino Azevedo (PT), natural de Corrente, recebeu 135 votos e ficou na primeira suplência para a Câmara Municipal de Sebastião Barros. Em 2019, o agente de saúde foi condenado por estupro de vulnerável. A reportagem buscou mais informações, mas como está em segredo de justiça não é possível afirmar se já transitou em julgado. À Justiça Eleitoral declarou bens no total de R$ 139 mil.
Em Teresina há ainda outro suplente, o comerciante Harry Bezerra da Silva (PSD), natural de Duque de Caxias-RJ, que, mesmo declarando bens no total de R$ 74 mil, tem um mandado de prisão preventiva por não pagamento de pensão alimentícia.
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