• 4 de junho de 2026
ÚLTIMAS NOTÍCIAS

domingo, 19 de janeiro de 2025 | Eddy Carlos

Ministério Público pede a cassação de Prefeito e vice reeleitos por compra de votos e abuso de poder econômico

OPERAÇÃO CABRÁLIA DA PF: De acordo com o MP foram mais de R$ 90 mil em combustível distribuído para eleitores. Outras três pessoas também foram denunciadas à Justiça Eleitoral.

São três pedidos feitos à Justiça Eleitoral: cassação do diploma ou registro de candidatura do Prefeito Fabiano Henrique dos Passos; sua inelegibilidade por oito anos a todos os representados, assim como pagamento de multa. Isso foi o que requereu a Promotor Eleitoral Sidione Braga Dupke no último dia 11 de dezembro. 

O alvo principal do Ministério Público de Minas Gerais é o Prefeito reeleito da cidade de Augusto de Lima (MG), Fabiano Henrique (PSD), de deverá prestar depoimento em Buenópolis (MG) nesta segunda-feira (20), segundo uma fonte. Ele derrotou seu adversário principal, Antônio Augusto (REP) por apenas 48 votos de maioria. Foi uma pequena margem que pode ter se viabilizado com a compra de votos, segundo a promotoria, através da distribuição de combustível. Além do gestor e seu vice, Baltazar (Tazinho), outras três pessoas também foram denunciadas: José Roberto Lisboa (Secretário de Administração), Júlio Cezar Gomes dos Santos, o Julião (cabo eleitoral) e Diego Menezes Marino da Silva, filho da vereadora Cássia (apoiador do Prefeito).

“Cada um dos envolvidos teve um papel extremamente importante na compra dos votos mediante a distribuição gratuita de gasolina, o que permitiu reeleição de Fabiano, juntamente de seu Vice, Baltazar Martins. Quanto a Fabiano, a sua participação na captação consistiu em ter o domínio dos fatos, adquirindo com recursos próprios mais de R$ 90.000,00 (noventa mil reais) em combustível que seria distribuído gratuitamente aos eleitores. A ordem da distribuição da gasolina, além de ser feita em benefício da campanha, partia de Fabiano. Relativamente ao Secretário de Administração José Roberto Lisboa, conhecido por “Zé Roberto”, sua participação consistiu em assinar as requisições de pagamentos (“vales”) do Posto Serra do Cabral, constando dessas notas a quantia de combustível que a pessoa poderia abastecer. Além disso, compareceu presencialmente no dia das eleições (06 de outubro de 2024) no Posto Serra do Cabral para recolher essas requisições (vales) e dar orientações ao funcionário do caixa do posto de combustível”, diz trecho da representação. 

A audácia dos acusados foi tanta que nem mesmo a ação da Polícia Militar e até mesmo de diligências de agentes da Polícia Federal inibiu o crime eleitoral em curso. Tudo é narrado pela promotoria e várias testemunhas foram arroladas no processo que o OPINIÃO E NOTÍCIA teve acesso. 

“Nesse sentido, conforme consta do relatório da PF, uma dessas requisições trazia um valor total de combustível distribuído daquele dia das eleições: R$ 3.309,16 (três mil, trezentos e nove reais e dezesseis centavos), na qual constava a assinatura de José Roberto Lisboa. Já em outro bloco de requisições havia a seguinte anotação de DIEGO: “desconta Fabiano 2.539,04” (sic). Em várias outras requisições constava o nome de Diego Menezes. A partir de então, instaurou-se o Procedimento Preparatório nº. 02.16.0092.0139401.2024-22, passando o Ministério Público a investigar a fundo o esquema da compra de votos”, diz outro trecho da representação, confirmando que a OPERAÇÃO CABRÁLIA da Polícia Federal, realizada em 6 de dezembro de 2024, conseguiu documentos que materializaram as denúncias.

Operação Cabrália da PF que teve como um dos alvos a Prefeitura de Augusto de Lima (MG).  


 Prefeito e vice reeleitos que podem ser cassados.

Deixe sua opinião:

Veja também: