Nesta segunda reportagem o portal OPINIÃO E NOTÍCIA ajuda a compreender porque testes e a assinatura digital de cada voto é importante para manter a lisura da eleição. Esse é um processo acompanhado por entidades que atestam que o código fonte não é manipulado para fraudar a eleição.
A ASSINATURA DIGITAL GARANTE A LISURA DO PROCESSO
Mais uma vez as teorias de fraude em eleições no Brasil ganharam um capítulo na tentativa do Presidente da República em desacreditar as urnas eletrônicas. Desta vez anunciou que mostraria provas durante sua live de quinta-feira (29), porém, a “bomba” não passou de um traque. Jair Bolsonaro admitiu: “Não tem como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas".
Jair Bolsonaro apresentou vídeos antigos e já desmentidos. Em um deles o eleitor teria votado no 17, porém a urna não apresentava o candidato. Essa balela já foi desmentida antes. Em outro trecho da live o Presidente mostra um teste feito por um homem chamado Jefferson, que se apresenta como desenvolvedor de sistemas que faz testes para provar que é possível violar o código fonte da urna, porém usa um simulador e não a própria máquina da Justiça Eleitoral.
Em entrevista à Teresina FM, Anderson Cavalcanti de Lima, Secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, explica sobre os testes feitos na urna eletrônica em etapas antes de cada eleição. Ele diz ainda que cada pessoa pode fazer a contagem manual dos votos a partir da impressão dos boletins de urna que ficam afixados na porta dos locais de votação, com cópia para partidos políticos e outra com o Presidente da mesa, podendo depois comprar com o resultado final homologado pela Justiça Eleitoral.
“Quanto a manipulação do código, é natural esse receio de que o voto de um candidato possa ir para outro. Mas, isso não acontece. Seis meses antes da eleição é permitido aos partidos indicar especialistas para acompanhar o desenvolvimento desse software. Mais ainda. Há dois meses da votação é feita a cerimônia no TSE e todo esse código fonte que determina o funcionamento da urna eletrônica é vistoriado pelos partidos, OAB, Ministério Público e outras instituições, onde é assinado digitalmente. Isso permite que a urna eletrônica possa ser validada, garantindo que o mesmo software que está na cabine de votação no interior seja o mesmo que foi assinado no TSE”, explica.
De fato, desde o início da votação com as urnas eletrônicas a 25 anos nenhum órgão de controle oficialmente apontou fraudes no processo de votação. Até hoje a Polícia Federal, por exemplo, jamais encontrou nada que comprometesse o resultado das eleições no Brasil. Auditorias já foram solicitadas por partidos políticos e candidatos derrotados, como Aécio Neves e o PSDB, mas ambos reconheceram a derrota no voto e não por fraudes em 2014.
CONFIRA NO LINK A PRIMEIRA REPORTAGEM DA SÉRIE: Urnas eletrônicas: porque é importante para eleição que técnicos e hackers encontrem falhas?
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