Em uma decisão que promete repercutir intensamente no cenário político nacional, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou, nesta quinta-feira (30), a cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar foi considerada culpada por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante as eleições de 2022. Além da perda do mandato, Zambelli foi declarada inelegível por um período de oito anos, contados a partir do último pleito.
A ação judicial que culminou nessa decisão foi movida pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que acusou Zambelli de disseminar informações falsas sobre o processo eleitoral, configurando abuso de poder e uso inadequado dos meios de comunicação. O julgamento teve início em 13 de dezembro de 2024, quando o relator do caso, desembargador José Antonio Encinas Manfré, votou favoravelmente à cassação e à inelegibilidade da deputada. A decisão final foi alcançada com cinco votos a favor e dois contrários.
Em resposta à decisão, Carla Zambelli afirmou que recorrerá às instâncias superiores e que continuará exercendo seu mandato até que todos os recursos sejam julgados. Ela classificou a medida como uma tentativa de "silenciar" opositores.
Este episódio se soma a outras controvérsias envolvendo a deputada. Em outubro de 2022, Zambelli foi filmada perseguindo um homem com uma arma em São Paulo, após uma discussão política, o que gerou ampla repercussão e levou a investigações sobre sua conduta.
A decisão do TRE-SP ainda não é definitiva, e Zambelli poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o julgamento do recurso, ela permanece no exercício de seu mandato. Este caso destaca a crescente atenção das autoridades eleitorais brasileiras sobre a disseminação de desinformação e o uso indevido dos meios de comunicação por agentes políticos.
Deixe sua opinião: