• 21 de julho de 2026
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2024 | Wesslley Sales

Promotor é denunciado ao MP por favorecer campanha da filha do atual vice-Prefeito e do Prefeito eleito de Amarante

"O Promotor, ao manifestar apoio explícito a determinadas candidaturas, pode ter influenciado a disputa de maneira indevida”. diz trecho da representação que pede o afastamento de Afonso Feitosa.

O que eram apenas comentários nas rodas políticas de Amarante e nos bastidores do Ministério Público agora torna-se oficial. O Promotor de Justiça Afonso Aroldo Feitosa Araújo passa a ser investigado pela Corregedoria ministerial, acusado de favorecer a campanha da vereadora Mylana Vilarinho (PDT), reeleita com 684 votos e filha do vice-Prefeito Mateus Vilarinho (PP). 

De acordo com a denúncia oferecida por Antônio Júnior Pereira Da Silva, o Promotor também teria feito campanha para o Prefeito eleito de Amarante, Professor Adriano (REP), apoiado pelo atual gestor, Diego Teixeira (PP), adesivando o próprio veículo com material publicitário. Outro ponto trazido na representação é de que havia proximidade entre Afonso Feitosa e um servidor do MP, um recepcionista que também recebia salários da própria Prefeitura de Amarante. 

A representação quer o afastamento preventivo do Promotor Afonso Feitosa, além de investigação minuciosa pelos órgãos ministeriais no Estado e até mesmo pela Corregedoria Nacional do Ministério Público.

“O adesivamento de veículos, a presença em eventos de campanha, bem como o uso das dependências do Ministério Público para registrar o apoio à candidatura de MYLANA VILARINHO são comportamentos incompatíveis com a função de um Promotor de Justiça, cuja atuação deve se pautar pela defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais, de maneira imparcial e desinteressada. Esses fatos, além de configurar uma infração disciplinar, também podem ser considerados como improbidade administrativa, nos termos da Lei nº 8.429/1992. O uso de recursos públicos para fins pessoais ou político-partidários, como o uso de instalações do Ministério Público para fotografias de cunho eleitoral, configura violação aos princípios da administração pública e, se comprovada a má-fé ou a intenção de favorecer interesses privados, pode ensejar a aplicação de sanções como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa civil. Ademais, a violação dos deveres funcionais do Promotor Afonso compromete a lisura do processo eleitoral, uma vez que o Promotor, ao manifestar apoio explícito a determinadas candidaturas, pode ter influenciado a disputa de maneira indevida”, diz trecho da representação. 

CONFIRA A REPRESENTAÇÃO COMPLETA:

À CORREGEDORIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ finalizada.pdf

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