O que eram apenas comentários nas rodas políticas de Amarante e nos bastidores do Ministério Público agora torna-se oficial. O Promotor de Justiça Afonso Aroldo Feitosa Araújo passa a ser investigado pela Corregedoria ministerial, acusado de favorecer a campanha da vereadora Mylana Vilarinho (PDT), reeleita com 684 votos e filha do vice-Prefeito Mateus Vilarinho (PP).
De acordo com a denúncia oferecida por Antônio Júnior Pereira Da Silva, o Promotor também teria feito campanha para o Prefeito eleito de Amarante, Professor Adriano (REP), apoiado pelo atual gestor, Diego Teixeira (PP), adesivando o próprio veículo com material publicitário. Outro ponto trazido na representação é de que havia proximidade entre Afonso Feitosa e um servidor do MP, um recepcionista que também recebia salários da própria Prefeitura de Amarante.
A representação quer o afastamento preventivo do Promotor Afonso Feitosa, além de investigação minuciosa pelos órgãos ministeriais no Estado e até mesmo pela Corregedoria Nacional do Ministério Público.
“O adesivamento de veículos, a presença em eventos de campanha, bem como o uso das dependências do Ministério Público para registrar o apoio à candidatura de MYLANA VILARINHO são comportamentos incompatíveis com a função de um Promotor de Justiça, cuja atuação deve se pautar pela defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais, de maneira imparcial e desinteressada. Esses fatos, além de configurar uma infração disciplinar, também podem ser considerados como improbidade administrativa, nos termos da Lei nº 8.429/1992. O uso de recursos públicos para fins pessoais ou político-partidários, como o uso de instalações do Ministério Público para fotografias de cunho eleitoral, configura violação aos princípios da administração pública e, se comprovada a má-fé ou a intenção de favorecer interesses privados, pode ensejar a aplicação de sanções como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa civil. Ademais, a violação dos deveres funcionais do Promotor Afonso compromete a lisura do processo eleitoral, uma vez que o Promotor, ao manifestar apoio explícito a determinadas candidaturas, pode ter influenciado a disputa de maneira indevida”, diz trecho da representação.
CONFIRA A REPRESENTAÇÃO COMPLETA:
À CORREGEDORIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ finalizada.pdf
Deixe sua opinião: