• 5 de junho de 2026
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2024 | Wesslley Sales

Progressistas é alvo de denúncia do MPPI à Justiça Eleitoral por suposta fraude na cota de gênero

A AIJE apura uso de duas candidatas laranjas. O PP elegeu três dos nove vereadores, mas se condenado pode ser multado em R$ 500 mil por dano coletivo.

 Antônia Rafael recebeu apenas dois votos e, para isso, contou com fundo eleitoral de R$ 10 mil da direção nacional do Progressitas e a doação de R$ 900 de Gabriel Kawan da Silva Araújo, este último, todo gasto em material impresso de sua campanha. R$ 7.176 , ou seja, 65,26% de tudo que recebeu para campanha com serviço de advogado e contabilidade. 

Situação parecida é da candidata Fran (Francisca do Amparo Ramos Rodrigues), também do Progressistas. Apesar do desempenho melhor, 16 votos, a direção nacional do partido mandeu R$ 10 mil, onde investiu um pouco mais em material de campanha, R$ 4.900 e outros R$ 4.824 em serviço de contabilidade e advocatício. A sobra financeira para devolução foi de R$ 276,00.

Mas, para o Ministério Público esses são dois casos que indicam fraude à cota de gênero do Progressistas na cidade de Prata do Piauí, uma vez que Fran e Antônia Rafael sequer teriam feito campanha em redes sociais pedindo votos. Foi aberta uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra oito candidatos a vereador e a Comissão Provisória do PP no município. 

Além da inelegibilidade dos acusados por oito anos, o promotor Ari Martins, requer ao juizado da 74ª Zona Eleitoral cassar todas as candidaturas do Progressistas no município e condenar o partido a pagar R$ 500 mil por dano coletivo. A apuração da promotoria teria constatado que a Comissão Provisória usou Fran e Antônia Rafael como candidatas laranja para manter os 30% de candidaturas na conta de gênero para registro da chapa no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários.

O PP conseguiu eleger três dos nove vereadores na eleição deste ano: José Andrade (336 votos), Lucas Pereira (228 votos) e Josélia Sales (187 votos). Caso toda a chapa seja cassada pela Justiça Eleitoral e a multa aplicada como requer o Ministério Público, o dinheiro deverá ser revertido em favor do empoderamento das mulheres pratenses.


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