• 4 de junho de 2026
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terça-feira, 22 de julho de 2025 | Wesslley Sales

Oposição no Congresso tenta articular ofensiva contra STF após medidas contra Bolsonaro

PL reúne deputados, senadores e o próprio ex-presidente para definir ações que incluem PEC do foro, anistia e pedido de impeachment de Alexandre de Moraes. Mas, 150 parlamentares respondem a processos no STF.

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro — incluindo o uso de tornozeleira eletrônica — a oposição ao governo federal iniciou uma ofensiva política contra a Corte. A estratégia foi delineada em uma reunião de emergência convocada no Congresso, com a participação de deputados, senadores e do próprio Bolsonaro, durante o chamado “recesso branco”.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara, revelou os próximos passos da oposição, que pretende pressionar pela tramitação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as regras do foro privilegiado e também pela anistia dos envolvidos nos atos golpistas do 8 de Janeiro.

No Senado, a aposta mais ousada do grupo bolsonarista é articular a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, figura central nas decisões recentes do STF que vêm atingindo diretamente o núcleo político do ex-presidente.

Para coordenar essa reação institucional, o PL criou três frentes organizadas como comissões temáticas:

  • Comunicação: sob liderança do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), com foco na narrativa e presença nas redes;

  • Mobilização no Congresso: liderada por Cabo Gilberto (PL-PB), com foco na articulação parlamentar;

  • Mobilização Nacional: coordenada pelos deputados Zé Trovão (PL-SC) e Rodolfo Nogueira (PL-MS), com atuação em bases conservadoras e movimentos de rua.

O grupo bolsonarista quer transformar o clima de embate com o Judiciário em bandeira política, pressionando a volta do Congresso ao ritmo normal, mesmo durante o recesso informal. Deputados e senadores ligados à oposição já defendem que as chamadas “pautas anti-STF” sejam as primeiras a entrar na agenda legislativa tão logo os trabalhos sejam retomados oficialmente. A mobilização marca uma nova etapa de confronto entre o bolsonarismo e o Supremo, com a promessa de tensão permanente nos próximos meses. As medidas cautelares contra Bolsonaro se tornaram o estopim para reacender a retórica de perseguição e revides institucionais por parte de seus aliados mais fiéis. 

A questão é.... O Congresso teria maioria para levar a cabo suas intenções? O questionamento é baseado no levantamento que mostra que 130 deputados e 20 senadores enfrentam inquéritos ou ações penais no STF, alguns em mais de um processo. Os dados mostram ainda 61 deles teriam como parte denunciada deputados federais da direita, com PL liderando com 64%, ou seja, 51 desses casos. É esperar os próximos capítulos dessa novela chamada Brasil.

 Oposição no Congresso tenta articular ofensiva contra STF após medidas contra Bolsonaro 

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