• 2 de julho de 2026
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quinta-feira, 2 de julho de 2026 | Wesslley Sales

Justiça libera R$ 147 mil apreendidos com secretário de Finanças de Miguel Alves e esvazia narrativa da oposição

Após meses de investigação, secretário apresentou documentação da origem dos recursos e obteve autorização judicial para reaver integralmente o valor; caso havia sido explorado politicamente por adversários da gestão Veim da Fetraf.

A Justiça autorizou a devolução dos R$ 147,3 mil apreendidos com o secretário municipal de Finanças de Miguel Alves, Antônio Carlos Rebelo de Paiva Filho, conhecido como Tuca, irmão do prefeito Veim da Fetraf (PT). A decisão encerra uma das principais polêmicas políticas enfrentadas pela atual administração municipal nos últimos meses. Ainda em março deste ano, o OPINIÃO E NOTÍCIA mostrou que o Vereador Josenias Rosa (REP) afirmou que oposição criou narrativa, mas que não se sustentou com a comprovação de que o dinheiro era lícito. (VEJA NO FINAL DA REPORTAGEM).

O dinheiro foi apreendido no início do ano durante uma abordagem realizada pelo Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE). Na ocasião, os recursos foram encontrados no interior de uma caminhonete conduzida pelo secretário. Como a origem da quantia não foi comprovada imediatamente durante a fiscalização, o caso foi encaminhado para investigação. 

A repercussão foi imediata. O episódio ganhou destaque em portais de notícias e rapidamente passou a ser utilizado por setores da oposição para atingir politicamente a gestão municipal. O fato de o dinheiro estar em posse do irmão do prefeito alimentou especulações e críticas contra a administração de Veim da Fetraf, mesmo antes da conclusão das investigações. 

As apurações ficaram sob responsabilidade da Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, que analisou a origem dos recursos e a documentação apresentada pelo secretário. Ao longo do procedimento, Antônio Carlos apresentou documentos que comprovaram a procedência lícita da quantia apreendida. 

Com base nesse material, a Central de Inquéritos de Teresina expediu, em 25 de junho de 2026, alvará judicial determinando a devolução dos R$ 147.300, acrescidos das correções legais, autorizando a transferência do valor para a conta do secretário. 

A decisão representa uma mudança importante no desfecho do caso. Embora a apreensão tenha sido amplamente divulgada e explorada no debate político local, a investigação não resultou na confirmação das suspeitas que motivaram a retenção do dinheiro. A liberação judicial ocorreu justamente após a comprovação documental da origem dos recursos. 

Na Câmara Municipal de Miguel Alves, vereadores da base governista já haviam sustentado que o dinheiro possuía origem regular e afirmado que a situação vinha sendo utilizada como instrumento de desgaste político contra a administração municipal. Com a decisão da Justiça, o grupo governista passou a argumentar que as acusações feitas durante os meses de investigação perderam sustentação diante da conclusão alcançada no processo. 

O episódio foi um dos mais comentados da política de Miguel Alves em 2026. Agora, com a autorização judicial para devolução integral dos recursos, o foco deixa de ser a apreensão e passa a ser o resultado da investigação, que reconheceu a comprovação da origem lícita da quantia encontrada durante a abordagem policial.

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1 - Após ataques e especulações, irmão do prefeito de Miguel Alves comprova origem legal de R$ 147 mil

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