O vereador Josenias Rosa (REP) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Miguel Alves nesta sexta-feira (13) para esclarecer o episódio envolvendo a apreensão de mais de R$ 147 mil que estavam em um veículo conduzido pelo secretário de Finanças do município, Antônio Carlos Rebelo de Paiva Filho, conhecido como Tuca, irmão do prefeito Vein da Fetraf (MDB). O parlamentar afirmou que o caso acabou sendo explorado politicamente por adversários no município, mas ressaltou que os fatos já foram esclarecidos e que não há nenhuma irregularidade, inclusive com a devolução do dinheiro e o encerramento de qualquer procedimento investigativo.
“O seu Tuca recentemente recebeu uma quantia de R$ 162 mil oriundos de um contrato de crédito firmado entre ele e o Banco do Nordeste do Brasil. E o contrato segue todo o trâmite legal. Para que era esse recurso? Para melhoramento do rebanho, compra de criação, cerca de arame, enfim. Então, eu tenho um documento em mãos que prova a origem do recurso. enquanto isso, os desocupados alguns da rede social e alguns vereadores desinformados, até mesmo porque não buscam informação, vem afirmar aqui suspeitando que é indício de corrupção. Eu provo e está aqui a origem do recurso, inclusive eu tenho em mãos também o documento da liberação do recurso”, discursou o vereador.
Segundo Josenias Rosa, Tuca não chegou a ser preso, como chegou a circular em algumas versões divulgadas nas redes sociais e em discursos políticos. O vereador explicou que o secretário foi apenas conduzido para prestar esclarecimentos porque, no momento da abordagem policial, não estava com os documentos que comprovavam a origem da quantia transportada. O parlamentar acrescentou que, após a comprovação da legalidade dos recursos, o secretário agora aguarda apenas os trâmites burocráticos para que não permaneça qualquer registro de ocorrência relacionado ao episódio.
A apreensão havia ocorrido na última quinta-feira, quando o Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual encontrou o dinheiro dentro de uma caminhonete durante uma abordagem. Na ocasião, como a origem dos recursos não havia sido comprovada no momento da fiscalização, o secretário foi conduzido à Central de Flagrantes para prestar esclarecimentos.
Segundo o vereador, a comprovação da origem do dinheiro e a devolução do valor encerram as dúvidas sobre o episódio e demonstram que as acusações levantadas por opositores não se sustentam diante dos esclarecimentos apresentados.
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