Esta é a segunda Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que tramita na Justiça Eleitoral e que pode trazer problemas à reeleição do Prefeito de Cando do Buriti, Dr. Fellipe Alves (MDB) e da sua vice, Maria de Lourdes. Assim como na primeira representação a acusação é de abuso de poder político e econômico nas eleições deste ano, mas por motivos diferentes.
Na primeira AIJE, protocolada pelo PSD municipal em novembro deste ano, Dr. Fellipe Alves é acusado de uma série de irregularidades, como aumento excessivo na compra de combustível e na folha de pagamento (mais de 400%), além de contrato suspeito com a empresa de Maria Rosilene Barbosa Miranda, que registrou um crescimento de 449,67% em relação ao mesmo período do ano passado. (CLIQUE AQUI E CONFIRA DETALHES DA PRIMEIRA AÇÃO).
Agora, a denúncia aponta a doação ilegal de terrenos públicos ao arrepio da própria Câmara Municipal. As duas áreas, que somadas, chegam a quase 17 mil metros quadrados, foram desapropriadas pelo ex-Prefeito Marquinhos Chaves (PSD) para a construção de bens públicos como Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e o SAMU, órgãos que atualmente funcionam em prédios alugados.
Entre os beneficiados pelo Prefeito de Canto do Buriti estão a Igreja Pentecostal, Sindicado dos Professores, servidores comissionados, além de eleitores que supostamente teriam apoiado a reeleição de Dr. Fellipe Alves.
“Entre os beneficiários das doações irregulares, destaca-se o caso da Sra. Genilda Leite Ferreira da Silva, que vendeu um dos terrenos recebidos pelo valor de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais). A negociação incluiu, além do montante em dinheiro, a entrega de uma casa e uma motocicleta. O comprador foi seu parente, o Sr. Nelson Pereira, que, por sua vez, revendeu o lote ao Sr. Marcus Vinícius pelo mesmo valor de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais). Nesta última transação, foi acordado o pagamento de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) como entrada, com a quitação do restante em data posterior. O Sr. Atevaldo alienou um dos terrenos ao Sr. Gustavo Osório pelo valor de R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais). Na transação, parte do valor foi utilizada para abater uma dívida que ele possuía no comércio do comprador: Mercadinho Marques; enquanto o restante lhe foi devolvido em espécie. Além disso, a Sra. Giselda efetuou o pagamento de uma taxa de R$ 400,00 (quatrocentos reais) no cartório para regularizar dois terrenos. Por sua vez, a Sra. Amanda alienou um terreno ao Sr. José Paulo pelo valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais)”, aponta trecho da denúncia.
Além da suspensão cautelar da diplomação e posse do Prefeito Fellipe Alves e sua vice, a ação quer ainda que o Ministério Público Eleitoral seja acionado, cassação dos registros de candidatura do acusado, pagamento de multa e as respectivas inelegibilidades.
CONFIRA O DOCUMENTO COMPLETO:
AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL - ABUSO DE PODER POLÍTICO.pdf
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