O debate sobre o possível impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou novo fôlego após as sanções impostas a ele pelo governo dos Estados Unidos, aumentando a pressão política no Congresso. Segundo dados do site “votossenadores.com.br”, 34 senadores já declararam voto favorável à abertura do impeachment, enquanto 19 se manifestaram contra. Outros 28 permanecem indecisos ou não quiseram se posicionar — entre eles, os três representantes do Piauí no Senado Federal: Ciro Nogueira (Progressistas), Marcelo Castro (MDB) e Jussara Lima (PSD).
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, já acumula 29 pedidos de impeachment protocolados desde 2021, o que representa cerca de 41% de todas as petições direcionadas a ministros da Corte. Esses documentos permanecem parados no Senado e nenhum avançou para análise de mérito. Apesar do expressivo número de requerimentos — inclusive com novas petições em 2025 — a abertura do processo depende exclusivamente da decisão do presidente do Senado, que até agora não deu seguimento a nenhum dos processos. Caso seja acolhido, o afastamento só se concretiza com o voto de ao menos 54 senadores, o equivalente a dois terços do plenário.
Enquanto isso, a pressão nas redes sociais cresce, especialmente sobre os senadores que ainda não se posicionaram. O nome de Alexandre de Moraes voltou ao centro do debate público após ser incluído em uma lista de autoridades sancionadas pelos EUA, sob a alegação de "ações antidemocráticas" durante sua atuação como relator dos inquéritos que investigam o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, culminando nesta segunda-feira (04) com decretação de sua prisão domiciliar.
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Impeachment de Alexandre de Moraes tem apoio maior entre os bolsonaristas no Senado que, para ser aprovado, precisa de 54 votos
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