• 4 de junho de 2026
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025 | Wesslley Sales

Dois “traidores” são sacados da Prefeitura de Porto do Piauí após "articuladores" tentarem cooptar lideranças para beneficiar candidatos em 2026

O recado que ecoa em Porto é claro: na disputa eleitoral antecipada, quem estiver na gestão será cobrado a escolher um lado. "Não tem espaço para quem atua com dupla militância".

“Quem contrariar o alinhamento político e administrativo poderá ser exonerado de imediato”, afirma uma fonte ao OPINIÃO E NOTÍCIA ainda no domingo. Na manhã desta segunda-feira (01) pelo menos duas exonerações já foram confirmadas: Claudevan Silva, secretário escolar e Juarez Bonfim, assessor técnico da Prefeitura de Porto do Piauí. O Prefeito Aluízio Vaz espera não ter que fazer novas mexidas na administração.

O caso envolve a mudança de postura do Prefeito de Porto, Aluízio Vaz (PT), que reage à tentativa de cooptação, já para 2026, de lideranças a favor de deputados não alinhados com suas bases. Para isso, o gesto tem deixado claro que não irá tolerar “traições”. Entre os articuladores para minar força política e garantir apoio no município seria o Prefeito de Nossa Senhora dos Remédios.

Segundo relatos de fontes locais, os alvos dessa articulação seriam servidores que ocupam postos estratégicos de indicação política dentro da administração portuense. A movimentação é vista por aliados de Aluízio como uma tentativa de montar palanques paralelos dentro da própria máquina municipal, antecipando a disputa por espaço e influência no próximo pleito.

Pessoas próximas ao governo afirmam que o prefeito não pretende tolerar qualquer sinal de deslealdade. O recado interno, de acordo com essas fontes, já foi dado de forma clara e sem espaço para recuo. Foi exatamente essa “traição” que levou a exoneração de Claudevan Silva e Juarez Bonfim.

Aliados de Aluízio ressaltam que o comportamento de endurecer com dissidências não é isolado na região. Lembram que o prefeito de Miguel Alves, Vein da Fetraf, rompeu com o ex-prefeito Nonato Pereira e ainda assim foi reeleito. Em Nossa Senhora dos Remédios, citam que José Fernando se afastou até do próprio vice e de membros do PT, mantendo controle político. Já em Campo Largo, o prefeito Jairo Leitão rompeu com o ex-prefeito Rômulo Aécio e conseguiu preservar o apoio popular.

A leitura entre lideranças de Porto é que, se necessário, Aluízio tende a seguir trilha semelhante: cortar laços internos considerados infiéis para reafirmar comando sobre a base. A avaliação é de que, ao agir com firmeza, ele consolida sua autoridade e preserva a unidade da gestão, que ainda tem três anos pela frente.

“O entendimento é direto: o governo não tem espaço para quem atua com dupla militância, não tem espaço para quem rema contra o projeto municipal”, afirmou uma fonte influente da política local.

Por enquanto, as informações sobre cooptação de comissionados e risco de exonerações circulam de forma extraoficial, em conversas reservadas e relatos de bastidores. Mas o recado que ecoa em Porto é nítido: na disputa antecipada por 2026, quem estiver na gestão será cobrado a escolher um lado.

 Dois “traidores” são sacados da Prefeitura de Porto do Piauí após "articuladores" tentarem cooptar lideranças para beneficiar candidatos em 2026  



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