• 4 de junho de 2026
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quinta-feira, 12 de março de 2026 | Wesslley Sales

Deputado Georgiano Neto usa redes sociais para apresentar documento de desfiliação do MDB e prepara novo passo político para 2026

Parlamentar deve se filiar ao PSD para disputar vaga de deputado federal. O anúncio vem em meio a posicionamento de parlamentares do MDB que sinalizaram por romper a fusão cruzada. O quanto isso pode atrapalhar a chapa da base aliada ao Senado?

O deputado estadual Georgiano Neto comunicou oficialmente nesta quarta-feira (12) sua desfiliação do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O pedido foi formalizado em documento encaminhado ao presidente estadual da sigla, Marcelo Castro, e divulgado pelo próprio parlamentar nas redes sociais.

No requerimento, o deputado solicita a retirada imediata de seu nome da relação de filiados do partido, conforme prevê a legislação eleitoral. No comunicado publicado junto ao documento, Georgiano afirmou que em breve anunciará uma nova filiação partidária, com foco na disputa das eleições de 2026.

Nos bastidores da política piauiense, o movimento é considerado natural dentro da reorganização das chapas para o próximo pleito. No entanto, a saída vem um dia após encontro de parlamentares do MDB que deliberou pelo rompimento com a fusão cruzada. A expectativa é que Georgiano Neto se filie ao PSD, legenda pela qual deverá disputar uma vaga de deputado federal.

MDB e PSD traçaram uma estratégia importante na eleição passada, onde o primeiro lançou apenas deputados estaduais e o segundo os federais. O presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, Severo Eulálio (MDB), confirmou que a bancada emedebista decidiu caminhar para o fim da aliança eleitoral entre os dois partidos no estado. 

Segundo Severo, a decisão foi discutida em reunião entre deputados do MDB, que analisaram projeções eleitorais e o potencial de cada legenda nas próximas eleições. A avaliação predominante é que a separação pode garantir melhores condições de competitividade para candidatos de ambos os partidos.

Porém, nos bastidores dois motivos teriam sido determinantes para o rompimento: a chapinha do Republicanos, que obriga a refazer cálculos e isso impactaria direto nas pretensões de aumento da bancada do MDB na Alepi e os rumores de investidas de Georgiano Neto em bases emedebistas, reclamação recorrente entre os parlamentares. A questão agora é se essa reconfiguração irá ou não atrapalhar a "parceria" da base aliada para a chapa de senadores, onde Marcelo Castro (MDB) tenta a reeleição e Júlio César (PSD) busca a vaga que é disputada por Ciro Nogueira (PP).

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