• 5 de junho de 2026
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terça-feira, 26 de novembro de 2024 | Wesslley Sales

Presidente da FMS diz que MPF acompanha auditoria e que investigação pode chegar aos últimos 10 anos de gestão na saúde de Teresina

O resultado preliminar já apontaria irregularidades na última gestão de Firmino Filho e do Prefeito Dr. Pessoa. Ítalo Costa reconhece dívida com prestadores de serviço e explica que o atraso não é por falta de recursos.

O procedimento de auditoria nas contas da Fundação Municipal de Saúde está em sigilo. Mas, algumas informações o OPINIÃO E NOTÍCIA conseguiu levantar, uma delas é de que existem irregularidades nos últimos cinco anos, ou seja, não apenas na gestão do Prefeito Dr. Pessoa (PRD), mas também do último mandato de Firmino Filho, mais precisamente em 2020.

Na semana passada, a comissão de transição do Prefeito Eleito, Sílvio Mendes (UB), afirmou que há um rombo estimando preliminarmente em R$ 800 milhões, sendo R$ 400 milhões na saúde do município. O Presidente da Fundação Municipal de Saúde não entrou em detalhes, mas confirmou que procurou o Ministério Público Federal e fez representação para que diligências sejam feitas para apurar todas as irregularidades.

“Fizemos apresentação do relatório parcial no Ministério Público Federal, onde foi uma audiência extensa, mas que pudemos esclarecer todos os pontos. O procurador está acompanhando em conjunto com a FMS até o final desta primeira parte da auditoria. Nossa primeira solicitação de auditoria foi para os últimos cinco anos. A depender deste resultado a gente pode alongar este tempo, o que provavelmente vai acontecer”, afirmou Ítalo Costa, confirmando ao OPINIÃO E NOTÍCIA que as investigações podem chegar aos últimos 10 anos de gestão na FMS.

Outro ponto tratado pelo Presidente da FMS é sobre reclamações de prestadores de serviço, como clínicas e hospitais conveniados que estão sem receber há meses. Pagamentos de exames de alta e média complexidade, por exemplo, não são repassados desde setembro e, segundo Ítalo Costa, não é por falta de recursos. O débito pode passar dos 30 milhões. 

“Recentemente passamos por um processo de auditoria e o que estamos fazendo agora é uma revisão das contas. Vai ter um trabalho um pouco maior para que a gente possa fazer esses repasses sem nenhum equívoco e termos transparência e segurança em todo o processo. Os processos de pagamento estão todos sendo auditados, por isso terá um intervalo de tempo um pouco maior, mas dá segurança que todos receberão. Segurança tanto para quem prestou o serviço quanto para nós, que estamos pagando”, concluiu.

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