• 4 de junho de 2026
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quarta-feira, 13 de novembro de 2024 | Wesslley Sales

Além do Cadin, um rombo milionário dificulta a vida de Sílvio Mendes no início da gestão

MPF será acionado e o TCE acompanha auditoria. Onde estão os recursos para serviços, equipamentos, medicamentos, merenda escolar e tantos outros problemas que o teresinense sente na pele dia após dia?

Era dezembro de 2023. Equipamentos alugados, como máquinas de radiografia e ultrassom foram levadas do Hospital de Urgência de Teresina após 18 meses de atraso no pagamento à empresa. Abril do ano passado. Três dias de greve dos trabalhadores na limpeza pública deixaram lixo pelas ruas e, somente em 2024, foram duas paralisações com possibilidade mais uma nos próximos dias. Na educação são várias denúncias trazidas pelo Sindicado dos Servidores Municipais, entre elas compra de livros sem licitação, além de não cumprir o pagamento do piso nacional.

Estes são apenas uma pequena parte de uma administração que vive crise em cima de crise. Dr. Pessoa (PRD) perdeu completamente o controle da gestão há muito tempo e deixará como herança parte desses problemas. O Prefeito eleito, Sílvio Mendes (UB) foi informado hoje (13) que a Prefeitura de Teresina está no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal em 2019, mas também há inscrições no Cadin em 2021 e 2024. 

Estar nesta espécie de “SPC”, significa ficar impedido de realizar celebração de convênios, acordos, ajustes ou contratos que envolvam o desembolso, a qualquer título, de recursos financeiros. Repasses de valores de convênios ou pagamentos referentes a contratos. Mas, Sílvio Mendes terá ainda outro problemão para o início do seu mandato, uma dívida de R$ 800 milhões detectada pela comissão de transição.

A maior parte do problema está na Fundação Municipal de Saúde, onde o rombo, segundo Marco Antônio Ayres, futuro Secretário de Governo, chega a R$ 400 milhões. O restante do que falta no caixa da Prefeitura de Teresina está dividido em várias áreas, sendo limpeza pública e educação as mais críticas, depois da FMS. 

O caso será denunciado ao Ministério Público Federal. O Tribunal de Contas do Estado está acompanhando toda a transição e contribui com a auditoria para que sejam dadas respostas. Onde estão os recursos para serviços, equipamentos, medicamentos, merenda escolar e tantos outros problemas que o teresinense sente na pele dia após dia? 

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