A sexta-feira começou com uma nova ofensiva da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), ele foi alvo de uma operação que incluiu medidas restritivas rígidas, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
Os mandados foram cumpridos na residência de Bolsonaro, em Brasília, e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), legenda à qual ele é filiado. Fontes próximas ao caso confirmaram que a ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e está relacionada a investigações em curso no STF — que envolvem possível tentativa de articulação golpista e ataques à democracia.
Entre as determinações impostas, Bolsonaro está proibido de sair de casa entre 19h e 7h, e não poderá mais acessar redes sociais nem se comunicar com outros réus ou investigados. Além disso, o ex-presidente foi impedido de manter contato com embaixadores ou qualquer representante diplomático, sendo também vedado se aproximar de embaixadas.
A defesa do ex-presidente confirmou a operação, mas ainda não detalhou os próximos passos. O cerco da Justiça se fecha em torno de Bolsonaro, que agora convive com medidas que atingem diretamente sua mobilidade, comunicação e articulação política — especialmente com seus aliados no exterior.
As novas restrições mostram que a Justiça está disposta a avançar com firmeza nas investigações que envolvem o ex-chefe do Executivo e seus círculos mais próximos, enquanto o país assiste a mais um capítulo decisivo no acerto de contas entre a democracia e os ataques sofridos nos últimos anos.
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