Um dos autores da ação contra o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, é o Trump Media & Technology Group, de propriedade do Presidente americano Donald Trump, além do proprietário da Rumble. A principal acusação é de censura às plataformas e pessoas ligadas à direita. No entanto, o país vive um momento onde a Casa Branca ataca para cercear a liberdade de imprensa e assim manter afastada as críticas ao Governo.
Na prática, Donald Trump quer controlar a imprensa livre, apartando quem ele considera inimigo e trazendo para perto de si o jornalismo que o afaga e estaria disposto a contar apenas a sua versão dos fatos. A própria secretária de Imprensa da Presidência chegou a justificar a substituição de veículos de comunicação por outros alinhados com o Governo como uma forma de ajudar a espalhar a mensagem do Presidente.
O interessante é que no país das liberdades, há uma agência reguladora da comunicação, a Comissão Federal de Comunicações (FCC), que é comandada por um aliado de Trump, que já fala em acabar com um direito mundial, garantir ao jornalista o sigilo da fonte. Uma das formas seria abrir processos contra veículos de imprensa e jornalistas que divulgarem informações resguardando a identidade da sua fonte.
“Por ser o presidente a quem se tem atribuído o melhor primeiro mês de gestão da história, é natural que surjam livros e reportagens falsos com as chamadas citações 'anônimas' ou 'off the record'. Vou processar alguns desses autores e editoras desonestos, ou até mesmo a mídia em geral, para descobrir se essas 'fontes anônimas' realmente existem”, advertiu Trump na rede “Truth Social”.
Aqui uma reflexão interessante. Lideranças brasileiras, useiras e vezeiras em divulgar informações falsas, assim como no mundo, reclamam dos chamados “checadores” que costumam derrubar essas fake news. Um dos argumentos é questionar: “quem pode dizer o que é verdade ou não?”. Como se vê, Trump faz ameaças e tenta criar em torno de si uma espiral do silêncio, onde apenas sua palavra pode ser dada com verdadeira, sem questionamento. O controle da informação é um dos primeiros passos para uma ditadura, algo que é impensável para um dos berços da democracia mundial.
Donald Trump é um dos expoentes da desinformação mundial e, agora, com sua busca incessante para controlar a mídia americana, o mundo precisa estar atento. A questão nem é embate com o Presidente americano, mas garantir que a informação correta chegue às pessoas com a mesma liberdade que pregam para si próprios, mas tentam negar à população para manter discurso único e seus próprios interesses financeiros.
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