A espiral do silêncio é uma teoria da comunicação da década de 60. Preconiza que, a informação quando não divulgada simplesmente deixa de fazer parte da discussão massiva. Da mesma forma, o Agenda Setting, outra teoria dos anos 60, mostra que a imprensa pauta os assuntos da esfera pública, dizendo às pessoas não "como pensar", mas "em que pensar".
Assim, ao longo desse tempo a população se pauta por aquilo que é exibido nas mídias e com isso temas importantes foram tirados de discussão, como o suicídio, porque alguém rotulou que o assunto iria provocar novos casos. Esta ideia foi passada pelas academias e transformou-se em um tabu.
No entanto, o jornalismo deve ser instrumento de quebra de paradigmas. Quantas vidas não poderiam ser salvas se os veículos de comunicação tratassem o assunto da forma adequada?
As redes sociais são responsáveis por mais de 60% do tráfego na internet no Brasil. Abriram ao longo dos últimos 12 anos um vasto campo para jornalistas e para o cidadão comum praticar o ato fundamental e inato, a comunicação.
Assim, usar os velhos chavões teóricos da espiral do silêncio e do agendamento me soam como retrógrados. A sociedade precisa debater os temas importantes do seu dia a dia sem máscaras. É este conhecimento, o aprofundamento e amadurecimento que ajuda a provocar transformações.
Como jornalista sinto-me na obrigação de não fugir a dar esta contribuição. Não me basta apenas colocar selfies, colocar pensamentos do dia ou mostrar o que comi ou para onde fui com a família. Quem por aqui passar vai encontrar de tudo, mas com ética e respeito.
E você ajuda a fazer o agendamento e tirar da gaveta aquilo que está na espiral do silêncio. Contribua com informações, vídeos e fotos enviando para (86) 98132 7699.
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