Manter uma gestão transparente é desafiador e reflete uma mudança não apenas das empresas, mas da sociedade como um todo. Esse novo modelo de gestão, infelizmente, não tem sido implementado na Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Piauí (OCB-PI), onde ainda prevalece o arcaico e extremamente vertical modelo com hierarquias rígidas. Prova da desobediência a esse modelo de transparência é o que tem ocorrido no Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Piauí, braço da OCB-PI, pois a funcionária Regina Lúcia Lira Leite, espécie de funcionária fantasma, há meses não comparece ao trabalho e mesmo assim permanece recebendo normalmente seu salário de R$ 2.673,00 e todos os benefícios. É para esta finalidade que serve o dinheiro público da União?
Ocorre que, mesmo desaparecida do emprego, Regina tem sido vista trabalhando incansavelmente na campanha eleitoral do ex-presidente do sistema OCB-PI, Leonardo Eulálio, candidato a vereador de Teresina. Ao que parece, o ex-presidente, mesmo afastado, continua tendo ingerência na gestão do sistema como se a OCB-PI fosse uma empresa de sua propriedade. Neste caso, o que teria a dizer aos demais funcionários, aos líderes cooperativistas e à comunidade piauiense o atual presidente da OCB-PI, Isaías Sebastião de Almeida Neto?
Para explicar quem representa a senhora Regina Leite na vida de Eulálio, é necessário voltarmos bastante no tempo, talvez bem antes mesmo de quando ele ocupou a presidência do Sindicato dos Médicos, há mais de 10 anos. Naquela época, Regina já o acompanhava como sua secretária particular. Ela é pessoa de sua confiança. E é nesta condição que é levada por ele para onde for. Assim, do Simepi o seguiu, quando assumiu a presidência da Cooperativa Unimed, de lá só saindo quando o chefe foi destituído por desvios de recursos e outra série de crimes. Acontece que pouco antes disso, Eulálio havia assumido o sistema cooperativista piauiense e, tão logo tomou posse, providenciou a realização de um processo seletivo para contratação efetiva de funcionários do Sescoop-PI, no qual, ironicamente, fora aprovada sua secretária particular. Mas, desde que entrou, Regina nunca deu expediente como os demais funcionários porque o papel que desempenha é o de fiel escudeira e “faz tudo” de Eulálio, como sempre fez por onde passou, mesmo sendo paga pelo sistema com contribuições oriundas das cooperativas do estado.
Enquanto isso, é justo que somente os demais funcionários trabalhem no dia a dia das atividades e sejam cobrados por pontualidade e produtividade, ao passo que essa moça seja beneficiada com seus vencimentos e demais benefícios sem dar, ao menos, um dia de expediente ao longo de meses?
Por que será que a atual gestão mantém nos quadros do Sescoop-PI uma funcionária nessa situação, sendo que isso, de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) caracteriza abandono de trabalho? Este questionamento e as informações foram trazidas por pessoas ligadas ao movimento cooperativista, dentre eles, presidentes de cooperativas e cooperados das mais diversas cooperativas do Estado. Com a palavra o Senhor Isaías Sebastião.
Isto sem falar que o presidente Isaías Sebastião continua mantendo no sistema o secretário geral Pedro Ferreira, denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Estado pelos crimes de estelionato, fraude em pagamentos com cheques, apropriação indébita e associação criminosa, e o superintendente do Sescoop-PI, Arimatéa Costa, mesmo tendo este um sursis processual.
Deixe sua opinião: