O Movimento Brasil Livre se especializou em apanhar em troca de likes, visualizações e dividendos políticos. A prática é comum, principalmente no sudeste do país onde, sua militância se embrenha principalmente em meio a grupos de esquerda para provocar e, com isso, gera tumulto e por vezes pancadaria. Vídeos com esse roteiro não faltam na internet. A tática avançou para o Congresso e a “vitória”, neste momento, é sobre um deputado federal do PSOL que teve aprovado processo de cassação do mandato no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (9).
Glauber Braga (PSOL-RJ) é acusado de bater em um integrante do MBL em abril do ano passado, expulsando a chutes o influenciador Gabriel Costenaro que fez provocações ao parlamentar. Este foi o seu erro. O deputado caiu na rede como um peixe, como manda o script do Movimento Brasil Livre e agora pode custar-lhe o mandato. Fazer greve de fome, como ele anunciou, até o fim do processo de cassação pouco adiantará, uma vez que as imagens claramente mostram a agressão. Talvez lhe faltou a “malandragem” carioca para sair do método MBL de ser.
O OPINIÃO E NOTÍCIA deixa claro ser contra agressões, independente das provocações, que devem ser punidas de acordo com o regramento da Câmara dos Deputados.
Nos últimos 15 anos, 14 parlamentares, sendo dois Senadores, perderam seus mandatos por diversas acusações como corrupção e quebra de decoro. Alguns passaram pelo Conselho de Ética. São eles:
1. Roberto Jefferson (PTB-RJ)
Ano da cassação: 2005
Motivo: Envolvimento no escândalo do Mensalão, esquema de compra de apoio político de deputados pelo governo federal.
Estadão
2. José Dirceu (PT-SP)
Ano da cassação: 2005
Motivo: Acusado de chefiar o esquema do Mensalão.
3. Pedro Corrêa (PP-PE)
Ano da cassação: 2006
Motivo: Envolvimento no escândalo do Mensalão.
4. André Vargas (PT-PR)
Ano da cassação: 2014
Motivo: Envolvimento em corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.
5. Natan Donadon (PMDB-RO)
Ano da cassação: 2014
Motivo: Condenado por peculato e formação de quadrilha, relacionado ao desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia.
6. Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Ano da cassação: 2016
Motivo: Mentiu à CPI da Petrobras ao negar ser titular de contas bancárias no exterior, configurando quebra de decoro parlamentar.
7. Senador Delcídio do Amaral (PT-MS)
Ano da cassação: 2016
Motivo: Acusado de obstrução da justiça ao tentar interferir nas investigações da Operação Lava Jato.
8. Senadora Selma Arruda (PSL-MT)
Ano da cassação: 2020
Motivo: Abuso de poder econômico e captação ilícita de recursos durante a campanha eleitoral de 2018.
9. Manuel Marcos (Republicanos-AC)
Ano da cassação: 2020
Motivo: Abuso de poder econômico e desvio de finalidade no uso do fundo eleitoral.
10. Flordelis (PSD-RJ)
Ano da cassação: 2021
Motivo: Quebra de decoro parlamentar, após ser acusada de envolvimento no assassinato do marido.
11. Boca Aberta (PROS-PR)
Ano da cassação: 2021
Motivo: Quebra de decoro parlamentar.
12. Valdevan Noventa (PL-SE)
Ano da cassação: 2022
Motivo: Recebimento de doações ilícitas na eleição de 2018.
13. Deltan Dallagnol (PODE-PR)
Ano da cassação: 2023
Motivo: Indeferimento do registro de candidatura pelo TSE, que entendeu que o ex-procurador tentou burlar a Lei da Ficha Limpa ao antecipar sua exoneração do Ministério Público.
14. Marcelo Lima (Solidariedade-SP)
Ano da cassação: 2023
Motivo: Infidelidade partidária.
VEJA O VÍDEO DA AGRESSÃO:
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