• 4 de junho de 2026
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sábado, 9 de agosto de 2025 | Wesslley Sales

Ciro Nogueira defende punição para extremistas e defende avanço de pautas que unam o Congresso

"Bolsonaristas ainda pedirão desculpas ao Ciro”: O Presidente nacional do PP afirma que impeachment de Alexandre de Moraes depende do Presidente do Senado, por isso é preciso estratégia e não o tumulto.

O senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) voltou a criticar comportamentos radicais no Congresso e defendeu punição exemplar para parlamentares envolvidos em invasões e tumultos, como no episódio recente em que deputados ocuparam a Mesa Diretora da Câmara para impedir votações.

Em entrevista à Jovem Pan, Ciro afirmou, sem citar nomes, que os extremos políticos se protegem mutuamente após confusões desse tipo. “Já passou da hora desse tipo de comportamento ser punido. Este tipo de comportamento a gente vê nos extremos. Só que, depois que acontece, os extremos se unem para defender esses malucos. Isso não pode mais acontecer em nossa democracia. Depois fazem acordos na calada da noite para inocentar essas pessoas e fica por isso mesmo. Já passou da hora de punir esses comportamentos, seja na Câmara, seja no Senado”, disse o senador em tom que reflete o pensamento do chamado Centrão.

O caso envolve cerca de 14 deputados que, segundo representações enviadas à Corregedoria da Câmara, teriam participado de ações para impedir que o presidente da Casa, Hugo Motta (REP-PB), conduzisse a sessão. Entre os nomes citados estão Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Luciano Zucco (PL-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS). As acusações incluem agressões verbais e bloqueio físico da Mesa Diretora.

Ciro Nogueira, um dos maiores líderes do Centrão e ex-ministro da Casa Civil, sabe que o barulho político em torno de temas como o impeachment do ministro Alexandre de Moraes não tende a prosperar. O próprio senador já indicou que considera remota a chance dessa pauta avançar, principalmente porque a decisão final cabe ao presidente do Senado, David Alcolumbre (UB-AP), que tem postura contrária à medida.

Com a experiência de quem conhece o jogo parlamentar por dentro, Ciro prefere concentrar sua energia em ações mais efetivas dentro do Congresso. Isso inclui endurecer o discurso contra excessos de parlamentares — mesmo entre aliados — e articular para avançar em pautas estratégicas, como a anistia a investigados por atos políticos que considera alvo de exageros judiciais.

Na prática, o senador se move em duas frentes: de um lado, tenta se distanciar de ações radicais que desgastam a imagem da oposição no debate público; de outro, busca manter o apoio de sua base e fortalecer bandeiras que tenham chance real de avançar, mesmo em um ambiente político fragmentado.

Com essa postura, Ciro reforça a imagem de articulador pragmático, capaz de equilibrar o discurso firme contra o radicalismo com a habilidade de construir acordos que funcionem nos bastidores do Congresso e, por lá, o que se fala é que: “Os bolsonaristas ainda pedirão desculpas ao Ciro”, afirmou uma liderança pedindo reservas.

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