Ao cantar a música Todo Mundo Vai Sofrer certamente Marília Mendonça não imaginava que a política poderia ser um pano de fundo tão maluco quando um caso de amor mal resolvido. Assim, ficou o cenário após o Presidente da República em sua live de quinta-feira (16) deixar de afagar o candidato ao Governo do seu partido e, botar em seu lugar, Sílvio Mendes (UB) e Joel Rodrigues (PP), que disputa o Senado.
A repercussão foi imediata. Por um lado Sílvio Mendes tratou logo de rejeitar o apoio de Jair Bolsonaro (PL), afirmando que seu palanque é com o Coronel Diego Melo, que pertenceu a seu partido. Ainda sem entender o que aconteceu, o militar soltou um vídeo dizendo-se surpreso e que já está atrás de respostas com a executiva nacional do Partido Liberal.
“Ontem fomos surpreendidos com a live do Presidente Bolsonaro em que ele fez uma manifestação que surpreendeu a todos. Em vez de citar meu nome, citou o Dr. Sílvio como candidato a Governador. Nós vamos continuar nossa luta. Não somos candidatos de nós mesmo. A luta continua com os mesmos ideais, os mesmos valores. É hora de mudança de verdade. Quero estar essa semana esclarecendo essa situação junto ao Presidente Bolsonaro, a coordenação nacional e ao partido nacional, ao qual já fiz contatos”, disse Coronel Diego ao fazer pausa na viagem ao sul do Estado.
Ciro Nogueira, Ministro da Casa Civil e maior fiador da candidatura de Sílvio Mendes ainda não se pronunciou. Mas, independente disso, essa história já entra para a história da política nacional, onde um Presidente da República é rejeitado por um candidato a Governo, enquanto outro está de braços abertos e não recebe um aceno.
Talvez, depois dessas respostas que o Coronel Diego Melo espera, a letra da música possa mudar: Quem eu quero, não me quer. Quem me quer, não vou querer...
MATÉRIA RELACIONADA:
Presidente Bolsonaro rejeita Coronel Diego e pede apoio para Sílvio Mendes e Joel Rodrigues

Deixe sua opinião: