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sábado, 27 de novembro de 2021 | Wesslley Sales

A chantagem da Câmara Municipal de Timon contra a própria população

Apesar dos gordos salários e diárias de R$ 750 vereadores teriam posto a faca no pescoço da Prefeitura por mais R$ 1 milhão.

É um título forte e, claro, pode ser questionado. Porém, é quase impossível tirar outra conclusão após as explicações do Secretário de Governo da Prefeitura de Timon-MA. O valor a ser pago pela aprovação do Orçamento 2022? A bagatela de R$ 1 milhão mensal. 

“Todas as vezes que procuramos diálogo com vereadores de oposição eles foram taxativos: se a prefeita repassar para a Câmara de Vereadores R$ 1 milhão por mês eles aprovariam o Orçamento sem pestanejar, da noite para o dia, sem nenhum tipo de problema. Só que não concordamos. Esse repasse é algo inaceitável”, afirmou Saney Sampaio.

Se isso não é chantagem, que outro nome poderia ser dado? Para o Presidente da Câmara Uilma Resende, o parlamento não concordou com a alocação de recursos para determinadas áreas. Corretíssimo, vereador. Porém, não é razoável invalidar uma peça inteira desta forma sem apresentar soluções, um outro questionamento feito pelo Secretário de Governo.

“Isso tudo por aspectos políticos. Embora se diga que não concorda com recursos para área A ou B, como arborização, o que está em jogo é R$ 1 milhão por mês. Chegou ao ponto de ser proposto pelo Presidente da Casa, que se a prefeita repassasse nesse mês de dezembro R$ 200 mil a mais do que a gente repassa eles aprovariam o orçamento. Como não aceitamos, o Orçamento não está bom”, reclama. 

Sem a aprovação da Lei Orçamentária o município teria que manter o orçamento do ano anterior, o que termina por comprometer investimentos importantes, como projetos de iluminação, calçamento e até mesmo salário de servidores podem ser afetados. Para Saney Sampaio, a má vontade da Câmara Municipal se reflete ao sequer apreciar o Plano Plurianual, um planejamento para ações em Timon e, pior, segundo o Secretário, inviabilizando repasses da União porque a Câmara não apresentou prestação de contas.

“A prefeita de Timon, para ir a São Luiz, tem diária de R$ 300. Um vereador recebe diária de R$ 750 e um salário de R$ 12.500. Timon está no CAUC, mesmo a Prefeitura estando quites com a prestação de contas, mas a Câmara não fez a prestação de contas do último quadrimestre e por isso estamos impedidos de receber recursos da União, como R$ 10 milhões para Grotão do Pedro Patrício”, concluiu. 

Em sendo verdade tão fortes declarações, que outro nome pode ser dado a essa rejeição ao Orçamento 2022 que não chantagem? O Presidente da Câmara Municipal de Timon está no direito de romantizar o que aconteceu na primeira votação, mas terá que olhar no olho de 166 mil timonenses para convencer de que, com salários gordos e diárias recheadas, foram capazes de travar investimentos que estão acima das questões políticas em qualquer município deste país. 

Confira no áudio todos os detalhes do que disse o Secretário Saney Sampaio ao programa Banca de Sapateiro.

SECRETARIO DE GOVERNO DE TIMON FALA SOBRE CHANTAGEM DA CÂMARA PARA APROVAR ORCAMENTO.mp3

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