• 4 de junho de 2026
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025 | Wesslley Sales

A ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos não deve muda o futuro politico de Bolsonaro no Brasil

Com a chegada de Trump ao poder e seu desejo de aumentar o poder da direita no mundo (para alguns, extrema direita), a família Bolsonaro aposta em um apoio fundamental para derrubar não apenas a inelegibilidade, como também evitar a possível prisão.

Bolsonaristas tentam de todas as formas jogar nas redes sociais a narrativa de que foi a ação americana sob a presidência de Joe Biden que teria, através da USAID minado Jair Bolsonaro (PL) e, como consequência, dar a vitória a Lula (PT). O próprio filho do ex-Presidente, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) tem afirmado que o governo Trump descobriu um esquema onde a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional teria pago para “censurar” seu pai no Brasil e, assim, contribuído para fraudes eleitorais no Brasil. 

Apesar disso, não houve nenhuma prova, até agora, desta interferência. Na verdade o que faltou a Jair Bolsonaro foram votos. Mais precisamente 2,1 milhões de votos deram a vitória a Lula. Restou ao perdedor e seus apoiadores aumentar, principalmente nas redes sociais, a narrativa de fraude nas urnas eletrônicas. Com Bolsonaro na presidência foram várias tentativas, como a fiscalização técnica das Forças Armadas, que não encontrou irregularidades.

“Em face das ferramentas e oportunidades de fiscalização definidas nas Resoluções do TSE e estruturadas no Plano de Trabalho da EFASEV, a fiscalização constatou que o Teste de Integridade, sem biometria, ocorreu em conformidade com o previsto. Quanto à fiscalização da totalização, foi constatada, por amostragem, a conformidade entre os BU impressos e os dados disponibilizados pelo TSE”, afirmou à época o ex-Ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, que apresentou no relatório com mais de 60 páginas, sugestões para aumentar segurança.

CAVALARIA AMERICANA

Para Eduardo Bolsonaro e seu pai, o vilão de toda história tem nome e sobrenome: Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Suas decisões contra plataformas como X, Rumble, entre outras, barraram discursos de ódio, fake news e ataques sistemáticos a pessoas, instituições e ao processo eleitoral. O próprio ex-Presidente ficou inelegível por oito anos após ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por uma reunião com embaixadores onde, sem provas, falou sobre suas teorias contra o sistema eleitoral brasileiro.

Com a chegada de Trump ao poder e seu desejo de aumentar o poder da direita no mundo (para alguns, extrema direita), a família Bolsonaro aposta em um apoio fundamental para derrubar não apenas a inelegibilidade, como também evitar a possível prisão de Jair Bolsonaro como um dos mentores da tentativa de golpe de estado após a vitória de Lula.

Uma dessas “batalhas” está em andamento através de ações na justiça americana propostas pelo proprietário da plataforma Rumble e do Trump Media & Technology Group, do presidente dos EUA, acusando o Ministro de censura. A resposta de Alexandre de Moraes foi imediata, determinando o bloqueio da Rumble no Brasil, com multa diária de R$ 50 mil e que a empresa indique um representante no país. 

Mas, teria Donald Trump o poder de mudar mudar a vida política de Jair Bolsonaro no Brasil? Pouco provável. Se o Presidente americano luta pela soberania e os interesses do seu país, não será com autorismo e palavras de efeito que intimidará os poderes constituídos na república brasileira, uma democracia consolidada após o golpe militar de 1964.

 A ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos não deve muda o futuro politico de Bolsonaro no Brasil  


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