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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021 | Wesslley Sales

PRONA planeja retorno para disputar Presidência longe de Bolsonaro e da esquerda

A ideia é reviver os bons tempos do Partido da Reestruturação da Ordem Nacional, inclusive no Piauí.

O que dizer para o eleitor em 15 segundos? A receita foi dada por um médico, candidato à Presidência da República em 1989 pelo PRONA. Bastava uma crítica contundente aos “políticos profissionais” finalizando com o famoso bordão: “Meu nome é Enéas”. O resultado foram 361 mil votos. 

Agora, a ideia é reviver os bons tempos do Partido da Reestruturação da Ordem Nacional. Para isso, os dirigentes do PRONA estão em busca de filiações em todo o país. No Piauí a meta é chegar a 12 mil assinaturas, segundo o representante da sigla no Estado, Stanley Meireles.

 “O PRONA está em busca de apoiadores para a reativação do partido no Piauí e no Brasil. João Spartano, vice-presidente nacional e marido da filha de Enéas Carneiro, Gabriela Enéas, disse que é um projeto nacionalista para 2022”, explica Stanley, que é cotado para comandar o partido no Piauí.

Com Enéas Carneiro o Prona se colocava como um partido conservador, ao tempo em que se colocava á margem da ideologia defendida pelas siglas de esquerda e direita. Nesta recriação a ideia é manter-se fora da curva e trazer um ex-candidato à Presidência da República que, em 2018, obteve 1.348.323 pelo Patriota.

 “Estamos conversando com o Cabo Daciolo para juntar-se ao Prona.  Nosso partido é nacionalista. Não apoiamos o Presidente Jair Bolsonaro, nem estamos alinhados com a esquerda. Queremos construir um partido forte e seguir a linha do Dr. Enéas”, afirmou Stanley Meireles. 

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