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sexta-feira, 15 de outubro de 2021 | Wesslley Sales

PP e PL estariam dispostos a um casamento por quatro anos?

No bojo desta união o que está em jogo mesmo é não perder espaço de poder, influência e barganha.

Impulsionados pela fusão entre PSL-DEM, que cria o maior partido do país, o União Brasil, outras legendas buscam se fortalecer. Porém, Progressistas e Partido Liberal buscariam o caminho da federalização, proposta que está sendo discutida pelas executivas nacionais. Em 2010 as duas siglas tentaram algo semelhante, mas ficou pelo caminho. 

Mas, e agora, PP e PL estariam dispostos a um casamento por quatro anos? 

Parece pouco provável, uma vez que PP e PL estão na base do Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e, com a federalização, os partidos nos estados e municípios teriam que seguir esta orientação, diferente da liberdade que se tem no momento. É o caso do Piauí. Os liberais tem dois deputados federais e três estaduais ao lado do Governo Wellington Dias. Já os progressistas, que estão na oposição estadual e uma bancada forte na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, além de uma senadora e um Ministro no primeiro escalão, tem divisões quando o assunto é plano nacional.

Mas, no bojo desta união o que está em jogo mesmo é não perder espaço de poder. O União Brasil, por exemplo, passa a ter 81 deputados e sete senadores, tornando-se a maior força política e garante poder de decisão invejável, minando assim parte da influência, barganha e controle do Progressistas. A federalização PP-PL daria aos dois partidos 85 deputados e 11 senadores, colocando-os ainda mais no centrão de comando. Tem muito mais em jogo, recursos milionários do fundo partidário e tempo de televisão, essenciais em uma disputa eleitoral.

Porém, a federalização PP-PL poderia levar a saída em massa de deputados federais e estaduais das duas siglas. Além disso, sobram caciques e exigências de parte a parte para que a proposta deixe de ser uma possibilidade remota para tornar-se realidade. Como diria o economista americano John Kenneth, “A política não é a arte do possível. Ela consiste em escolher entre o desagradável e o desastroso“.

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