As eleições do próximo ano terão uma novidade, a federação de partidos. A Lei, publicada nesta quarta-feira (29), autoriza as siglas a se unirem para disputar o pleito como se fossem uma única legenda. O Presidente Bolsonaro havia vetado, mas o Congresso derrubou. No Piauí essa nova regulamentação foi comemorada pelo PCdoB, que enfrenta dificuldades por conta da chamada cláusula de barreira e a formação de chapas proporcionais para 2022.
De acordo com Zé Carvalho, Presidente do PCdoB no Piauí, a federação não é para salvar partidos, mas é um instrumento para reforçar a democracia. A lei, segundo ele, serve não apenas para as pequenas, mas também para as grandes legendas. Esta nova modalidade já começa a ser trabalhada em nível nacional.
“Ela é verticalizada, valendo para estados e municípios. Estamos conversando com um conjunto de partidos ao qual temos afinidade política e ideológica. Agora, vamos apressar o passo nessas tratativas com os grupos que vão disputar as eleições em todos os níveis. PCdoB estará em 2022 disputando as eleições em uma federação”, informa.
Sobre os partidos que podem a vir compor com o PCdoB em uma federação no Piauí ainda não estão definidos. Porém, José Carvalho analisa que são siglas que já estavam em tratativa para coligações, mas é ainda cedo para bater o martelo. O motivo é que essas conversas acontecem internamente e ainda terá um caminho a percorrer.
“São partidos do nosso campo, democrático de esquerda, mas não tem nada adiantado. Nossa relação de conversas políticas, agora com federação, PSB, PT, PSOL, REDE e Cidadania, que são partidos que participaram dessa união de forças para aprovar a federação. Vamos continuar dialogando, uma vez que a federação pode ser formada por dois ou mais partidos”, concluiu.
Além de obedecer todas as regras eleitorais vigentes, os partidos reunidos em federação deverão permanecer a ela filiados por no mínimo quatro anos.

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