Veio de um piauiense o voto decisivo que livrou o Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), da denúncia de obstruir uma investigação sobre uma suposta organização criminosa formada por integrantes do Partido Progressistas no âmbito da Lava Jato. Restou provado para a maioria da segunda turma do Supremo Tribunal Federal que não havia indícios de crimes praticados pelos parlamentares
O ministro Edson Fachin e a ministra Cármen Lúcia já haviam se posicionado favoráveis a dar prosseguimento à denúncia da Procuradoria Geral da República. Já Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes votaram contra. O voto de Kássio Nunes desempatou, favorecendo Ciro Nogueira, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e ao ex-deputado federal Márcio Henrique Junqueira (PP-RR).
Os parlamentares foram acusados de coagir testemunhas a mudar a versão do seu depoimento à Polícia Federal, chegando inclusive a ameaças de morte. Em nota, a defesa do Ministro Ciro Nogueira afirmou que o inquérito era uma tentativa e “criminalizar a política” e que havia apenas a palavra do delator sem nenhum dado que comprovasse crime.
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