• 15 de junho de 2026
ÚLTIMAS NOTÍCIAS

sábado, 9 de abril de 2022 | Wesslley Sales

Marcelo Castro e Ciro Nogueira atuam nos bastidores pela CPI do MEC no Senado

"Poucas vezes nós vimos fatos tão graves que precisam ser melhor esclarecidos", disse Castro. Ciro Nogueira foi escalado pelo Governo para esvaziar.

Na medida em que avançam as oitivas no Senado sobre mais um escândalo do Governo Federal, mais próxima a possibilidade de em plena pré-campanha de reeleição o Presidente Jair Bolsonaro (PL) sofrer desgaste com uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Pelas redes sociais o Senador Marcelo Castro (MDB-PI) asseverou:

“Vai ter CPI do MEC. Eu acho que poucas vezes nós vimos fatos tão graves que precisam ser melhor esclarecidos. Em qualquer área da administração pública, é preciso que toda denúncia seja apurada, ainda mais quando se trata da área da educação”, tuitou o piauiense neste sábado (9).

Para tentar barrar a CPI do MEC o Governo Federal aposta no Ministro da Casa Civil, o também piauiense Ciro Nogueira (PP-PI). Com um bom trânsito no Senado, a ideia é tentar esvaziar os apoios para derrubar o requerimento que pede a abertura da Comissão Parlamentar. Será mais uma queda de braço entre oposição, que diz já ter as 27 assinaturas necessárias e governistas, que garantem ter conseguido alinhar a desistência de três senadores. 

Castro, que é o Presidente da Comissão de Educação do Senado, iniciou na última terça-feira (5) a tomada de depoimentos de envolvidos no esquema de liberação de verbas para prefeitos com o intermédio de pastores alinhados com o Presidente Bolsonaro. O caso veio à tona após vazamento de áudios do ex-Ministro da Educação. Milton Ribeiro conta detalhes do que a princípio poderia ser encarado como tráfico de influência.

Os prefeitos ouvidos na CE do Senado confirmaram as denúncias, afirmando que o pedido de propina feito pelos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos em troca de verbas do MEC era feito em forma de dinheiro, ouro e bíblias. Já o Presidente do FNDE negou corrupção e defendeu o ex-Ministro da educação. Já os acusados se negaram a depor à Comissão. Para Marcelo Castro há fortes indícios de crimes. A pressão agora deve ficar com o Presidente da Casa, Rodrigo Pacheco.

“Não bastam as 27 assinaturas para a abertura de uma CPI. Depois de conseguirmos um número razoável de assinaturas, mesmo com eventuais retiradas, é preciso que o presidente do Senado autorize a instauração da CPI. Essa comunicação, normalmente, é feita em plenário. Por isso, o trabalho para garantirmos a abertura da CPI do MEC é mais importante, neste momento, do que a minha assinatura por si só”, destacou Marcelo Castro também pelo Twitter.

  
Marcelo Castro e Ciro Nogueira atuam nos bastidores pela CPI do MEC no Senado Agência Senado
 
 
 

Deixe sua opinião:

Veja também: