Foram 25 anos de tentativas de privatização do sistema elétrico brasileiro, mas na madrugada desta quinta-feira (20) a Câmara Federal aprovou a Medida Provisória enviada pelo Governo que abre caminho para desestatizar a Eletrobrás.
Foram 313 votos a favor e 166 contra. Entre os 10 deputados piauienses, sete disseram sim para a MP: Iracema Portela (PP), Flávio Nogueira (PDT), Júlio César (PSD), Marcos Aurélio (MDB), Margarete Coelho (PP), Marina Santos (SDD) e Átila Lira (PP) e três se posicionaram contrários: Merlong Solano (PT), Rejane Dias (PT) e Fábio Abreu (PL).
“Votei contra a privatização da Eletrobrás porque sei que o Brasil perderá o controle da empresa que passará a ser totalmente da iniciativa privada. A possibilidade de aumentar a tarifa, que não é barata, é grande. Quem mais sofre são as pessoas mais humildes”, justificou Fábio Abreu pelas redes sociais.
O modelo de privatização proposto na Medida Provisória lança no mercado novas ações da empresa, o que representaria a perda total do controle da União sobre o sistema. Para o Ministério de Minas e Energia a previsão é de faturar mais de R$ 50 bilhões com desestatização da Eletrobrás.
“Quero parabenizar a Câmara dos Deputados pela votação da MP 1.031. Esse projeto é prioridade para o governo, com os recursos para a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) e a retirada do risco hidrológico”, comemorou em nota Bento Albuquerque, Ministro de Minas e Energia.
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