• 22 de junho de 2026
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segunda-feira, 22 de junho de 2026 | Wesslley Sales

Iasmin Dias sai da disputa e corrida pela suplência de Júlio César ao Senado fica entre Rosário Bezerra e Dudu Borges

Filha de Wellington Dias declara apoio à ex-vereadora e deixa disputa restrita a duas correntes internas do PT. Merlong Solano já havia se colocado contra a indicação de Iasmin, no entanto os motivos alegados seriam outros.

A disputa interna pela primeira suplência de senador na chapa do pré-candidato ao Senado, deputado federal Júlio César (PSD), ganhou um novo capítulo e, ao que tudo indica, passa a contar oficialmente com apenas dois nomes. A advogada Iasmin Dias, filha do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), anunciou publicamente que não pretende disputar a vaga e declarou apoio à ex-vereadora Rosário Bezerra.

Em nota divulgada nas redes sociais, Iasmin agradeceu ao deputado Júlio César e à senadora Jussara Lima pela confiança ao sugerirem seu nome para compor a chapa majoritária, mas afirmou que decidiu não aceitar o convite neste momento após refletir sobre questões pessoais, profissionais e familiares.

Além de retirar seu nome da disputa, Iasmin fez um gesto político relevante ao manifestar apoio explícito à candidatura de Rosário Bezerra para a suplência. Filiada ao PT desde 2017 e ligada ao grupo político liderado por Wellington Dias, ela destacou a trajetória e a experiência da ex-vereadora, afirmando que Rosário "engrandece esse projeto".

Com a decisão, a disputa interna pela indicação da primeira suplência passa a se concentrar entre Rosário Bezerra e o vereador de Teresina Edilberto Borges, o Dudu (PT). Os dois representam correntes distintas dentro do partido. Enquanto Rosário conta com o respaldo do grupo político ligado a Wellington Dias, Dudu integra outra ala petista e tem construído sua articulação junto às bases e movimentos internos da legenda.

A definição da suplência é considerada estratégica dentro da composição da chapa majoritária de 2026, especialmente porque envolve espaços de representação e equilíbrio entre as diferentes correntes do PT e dos partidos aliados. O deputado Federal Merlong Solano já havia se manifestado contrário a indicação de Iasmin Dias à vaga, alegando que poderia ser mal interpretado como uma troca de favores, uma vez que a esposa de Júlio César, assumiu vaga no Senado como suplente de Wellington Dias ao ser levado para o Ministério do Desenvolvimento Social. Porém, nos bastidores, o que se sabe é que os motivos seriam outros.

Na mesma nota, Iasmin reafirmou apoio às pré-candidaturas de Júlio César e Marcelo Castro ao Senado, do governador Rafael Fonteles à reeleição e do presidente Lula, além de destacar que continuará atuando em pautas relacionadas à saúde mental, inclusão da população neurodiversa e desenvolvimento social.

Nos bastidores, a saída de Iasmin é vista como um movimento que fortalece Rosário Bezerra na disputa interna, mas a definição final da vaga ainda dependerá das negociações políticas e dos entendimentos entre as lideranças partidárias que compõem a base governista no Piauí.

VEJA A NOTA DE ISAMIN DIAS :


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