Pelo menos este é o retrato que se apresenta no momento, segundo o cientista político Germano Lúcio. O motivo é a polarização desenhada que, de acordo com ele, não inclui, por enquanto, o Prefeito de Teresina, Dr. Pessoa (ainda no Republicanos), apesar de reconhecer o peso da máquina. O cenário é ainda mais cristalizado, segundo o professor, com a desistência de Paulo Márcio em concorrer ao Palácio da Cidade e ter a indicação do MDB para vice de Fábio Novo (PT).
“Hoje, com base nas pesquisas realizadas em 2023, a reprovação da administração do Dr. Pessoa é muito alta, assim como a rejeição ao seu nome também muito alta. Então, é possível que essa eleição fique polarizada em dois nomes. Eleição polarizada em dois nomes é decidida em primeiro turno porque, se não tem uma terceira via para fazer o equilíbrio, logicamente alguém fica com 50% mais um. Claro, vai depender também das abstenções, votos brancos e nulos. Tudo isso pode mudar? Sim. Eu não subestimo quem tem a máquina. Estamos a meses da eleição, mas converter uma rejeição e reprovação de 80% é coisa muito difícil. Eu nunca vi acontecer. Mas, vai depender da correlação de forças no entorno e outros nomes que possam aparecer nessa disputa”, explica.
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