• 14 de junho de 2026
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024 | Wesslley Sales

Entenda porque vereadores estão com a mão na cabeça atrás de partidos e de olho no quociente

A análise é do cientista político Germano Lúcio que explica sobre novidades para eleição, redução de candidatos, pix e acirrada disputa nos partidos.

Fusões partidárias e federações causaram impacto nas eleições municipais que, pela primeira vez, experimentam um modelo testado no pleito de 2022. Pelo menos é o que acredita o cientista político Germano Lúcio. Além disso, outras novidades serão as doações via Pix para cidadão comum. 

Outra novidade trazida pela lei nº 14.208/2021, que instituiu as Federações Partidárias e a lei nº 14.211/2021, é a redução no número de candidatos na disputa. Em Teresina, por exemplo, em 2020 cada partido poderia lançar 43 concorrentes às 29 vagas na Câmara Municipal. Com as novas regras siglas e federações podem ter no máximo 30 pretendes ao cargo de vereador. Germano Lúcio chama atenção para a briga interna, o primeiro campo da disputa antes de chegar às urnas.

“Nas eleições proporcionais o voto é do partido. No caso das federações e as fusões as disputas intrapartidária tende a ser muito mais voraz que a própria eleição em si. Com certeza o nível de competitividade dentro do partido aumenta. Candidatos com mais recursos saem um pouco mais na frente. Candidatos a vereadores que estão vereadores tem uma vantagem maior porque já tem uma base mais consolidada. Quem ainda está construindo essa base terá mais dificuldade”, analisa.

O cientista político aposta ainda que o quociente eleitoral não deve sofrer grandes alterações em relação ao pleito de 2020 e isso é um problema a mais até mesmo para vereadores de mandato. Outro destaque são para os partidos chamados “de aluguel” que, apesar das mudanças na legislação, devem aparecer.

“Continua, mas não na mesma toada. Porém, esses partidos vão fazer parte de alguma fusão ou federação. O que dificulta é essa disputa interna. Por exemplo, Se você lança um número significativo de candidatos e eles tem potencial de voto muito alto, dentro deste partido o quociente eleitoral vai aumentar, então a tendência de ser eleito é menor porque a disputa será mais acirrada. O nível da busca pelo voto será mais competitivo tanto em quantidade, quanto em qualidade. Eu estimaria para eleição deste ano quociente eleitoral em torno de 15 mil votos. Isso significa que com 10% dos votos do quociente, ou seja, 1.500 votos, candidato mínimo entrar, como na eleição passada. O candidato criou a estratégia de estar em um partido com perfil parecido com o dele e com pouca disputa interna com puxadores de votos. Teve candidato com 4 mil votos que não entrou. Entra, aí, a relação com o quociente partidário, um outro cálculo”, completou.

  
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