Acusada de ser mentora intelectual da morte do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, a Deputada Flordelis (PSD-RJ) se apega ao cargo para manter o foro privilegiado e, desta forma, escapar da prisão.
Em nota, a parlamentar diz que há erros na investigação e que: "Não posso ser julgada e muito menos condenada, antes que todo o processo seja concluído. Os equívocos encontrados serão esclarecidos e tenho plena convicção de que irei provar a minha inocência quanto ao assassinato de meu marido e que os envolvidos no crime, sejam eles quem forem, responderão pelos seus atos", defende-se.
Mas, se depender de seus pares a perda do mandato é só questão de tempo. Rodrigo Maia, Presidente da Câmara, assegura que o processo seguirá rapidamente. A representação que ele se refere é do Deputado Léo Motta (PSL-MG) que aguarda agora a Corregedoria encaminhar o caso para análise do Conselho de Ética e, se passar, será aberto procedimento. Até mesmo a Frente Parlamentar Evangélica se mostra cética à defesa da pastora Flordelis.
"Ressaltamos que a intenção da FPE em momento algum é fazer pré-julgamento, pelo contrário, muito nos alegrará se ao final do processo, restar-se comprovada a inocência da deputada. No entanto, temos que admitir que, até o momento, nenhum fato favorável à deputada foi apurado, muito pelo contrário. Estamos orando para que os fatos se esclareçam definitivamente, para que a justiça se estabeleça e o bem, como sempre, prevaleça."
Flordelis insiste em apelar para o Conselho de Ética da Câmara: "Conto com a sua imparcialidade e isonomia nesse processo, meu direito de defesa deve ser respeitado, aguardando assim a apuração final de todas as partes que compõem o caso, sem que haja quebra do decoro parlamentar frente as acusações levianas atribuídas à minha pessoa pela investigação policia. Por conta de minha idoneidade, confio que a verdade prevalecerá e que a Justiça será feita", conclui a nota da deputada.
Mas, para o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil não resta dúvida sobre a participação da Deputada Flordelis. Durante as investigações foram encontradas mensagens nos celulares de filhos da parlamentar que reforçam que foi a parlamentar o planejamento e a compra da arma com a qual o pastor Anderson do Carmo foi executado com pelo menos 30 tiros em junho de 2019.
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