A pressão estava alta e a demissão certa. O ex-Ministro das Relações Exteriores, pagou para ver se ganharia a queda de braço com o Congresso e perdeu para o Centrão. Ernesto Araújo antecipou-se à sala gelada do Presidente Jair Bolsonaro e anunciou que deixava o cargo aos seus assessores mais próximos.
Assim, encerrou-se a trajetória de um homem que provocou problemas desnecessários á Presidência da República. Constrangeu as relações com a China, nosso maior parceiro comercial, criando uma crise diplomática que atrapalhou a chegada de insumos para fabricação de vacinas no Brasil.
Antes com o viés ideológico, o Ministério das Relações Exteriores agora será comandado por um homem que nunca assumiu uma embaixada. No entanto, Carlos França é visto com bons olhos pelo bloco do Centrão e, pelo menos por enquanto, baixa a fervura entre Congresso e Presidente Bolsonaro. Para o Senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, a troca pode favorecer o combate à pandemia.
“Contra o ex-Ministro Ernesto Araújo, nada pessoal contra ele. Quem deve nomear e demitir é o Presidente da República. O que me cabia, como Senador e Presidente do partido, eram algumas críticas neste momento em que precisávamos de um Ministro das Relações Exteriores que tivesse o país em primeiro lugar, com uma visão para ajudar a superarmos esta pandemia da melhor forma possível. Ele não foi capaz, não teve a determinação de ajudar nosso país. O que espero do novo Ministro é que não tenha visão ideológica, mas sim patriótica do nosso país”, analisou o Senador piauiense em entrevista online para o UOL.
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