A próxima semana governadores e presidentes do legislativo e judiciário tem encontro que deverá selar propostas positivas para o país, mas também marcar uma forte e conjunta reação em defesa da democracia. São encontros promovidos após reunião do Fórum de Governadores que aconteceu na última segunda-feira (23) em Brasília. A dúvida ainda é se o Presidente da República também participa da chamada “pauta do povo”.
“O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e líderes que estão analisando projetos confirmaram encontro para o próximo dia 2. Com a Câmara e o Supremo pode também ser na quinta-feira. Esse roteiro também defende diálogo com o Presidente da República, mas ainda não tivemos um posicionamento. O Brasil precisa voltar á pauta do povo”, afirmou o Governador do Piauí, Wellington Dias, Presidente do Consórcio Nordeste e Coordenador do Fórum de Governadores.
Sobre essas demandas para o país, Wellington Dias informou que legislativo e judiciário tem um papel importante diante de um cenário “gravíssimo” de inflação e desemprego, além do combate à pandemia. O diálogo e a união, segundo ele, são pontos fundamentais para o país.
“Temos que ter estratégia para combater a variante Delta e Andina, sim, claro. Mas, é preciso avançar no social. Fome e o desemprego aumentaram no país. Gasolina que era R$ 4 hoje está em R$ 7. O Gás de cozinha era R$ 43 e agora passa de R$ 100. Precisamos de alternativa para que a população tenha no mínimo o básico, além de saúde e educação”, destacou.
O caminho para essa “retomada” passa pelo diálogo com todos os poderes. A partir daí o Fórum de Governadores enviou 14 requerimentos para buscar esse entendimento, mas sem esquecer a necessidade de manter a harmonia entre os poderes.
“É preciso criar um clima de harmonia e não de guerra. No Senado vamos buscar entendimento sobre pautas de votações importantes até dezembro. A mesma coisa na Câmara. No STF tem algumas votações que precisam de cuidado para não desequilibrar estados e municípios. Outras ajudam e agilizam na capacidade de investimentos. Da parte dos Governadores estamos buscando o diálogo pelo interesse do Brasil, independente de disputas políticas. Deixemos as eleições para 2022. Agora é importante cuidar das prioridades para nosso povo”, concluiu.
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