• 4 de junho de 2026
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sábado, 28 de fevereiro de 2026 | Eddy Carlos

Você comprou carro barato e nunca recebeu? Pode ter caído no golpe do consórcio pelo Facebook

Polícia do Piauí prende em Brasília suspeito de aplicar fraudes em vários estados usando anúncios falsos nas redes sociais.

Você viu no Facebook aquele anúncio tentador: carro novo, parcelas facilitadas, entrega rápida, entrada baixa e promessa de crédito quase imediato? Fechou negócio achando que estava fazendo um bom investimento e depois percebeu que tinha caído em um golpe?

Foi exatamente assim que dezenas de pessoas, em vários estados do país, teriam sido enganadas por um esquema investigado pela Polícia Civil do Piauí. Nessa sexta-feira (27/02), um homem de iniciais T.S.F. foi preso em Brasília, suspeito de integrar uma fraude interestadual na venda de financiamentos e consórcios de veículos.

A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Piauí, com apoio da Polícia Federal, como desdobramento de investigação conduzida pela 6ª Delegacia Seccional – Divisão 1, com suporte da Diretoria de Inteligência da PCPI. Embora o alvo estivesse no Distrito Federal, a investigação partiu do Piauí e revelou que o golpe alcançava vítimas em diferentes regiões do país.

Como o golpe funcionava

Segundo o delegado Walter Cunha, o esquema começava nas redes sociais, principalmente no Facebook. Os suspeitos anunciavam veículos com preços atrativos e condições facilitadas. A proposta parecia simples: entrada acessível, parcelas que cabiam no bolso e entrega rápida do carro.

Depois do primeiro contato, as vítimas eram orientadas a pagar valores iniciais. Em seguida, eram induzidas a assinar contratos de consórcio que não correspondiam à oferta apresentada no anúncio. Na prática, o que havia sido vendido como financiamento imediato se transformava em consórcio comum, sujeito a sorteio ou lance.

O resultado era sempre o mesmo: o veículo não era entregue, os valores pagos não eram devolvidos e as vítimas ficavam no prejuízo.

As investigações apontam que o esquema não se limitava ao Piauí. Há registros de vítimas no Amapá, Maranhão, Roraima e Goiás, além do próprio Piauí. Ao todo, dezenas de pessoas teriam sido lesadas financeiramente.

Outro ponto que reforça os indícios de fraude é que a empresa investigada não possuía autorização do Banco Central do Brasil para operar atividades relacionadas a consórcios. Ou seja, oferecia um serviço que não tinha respaldo legal para prestar.

A prisão faz parte de um conjunto de medidas cautelares autorizadas pela Central de Inquéritos da Comarca de Teresina. Entre as determinações judiciais estão:

  • Suspensão das atividades comerciais das empresas investigadas;

  • Cumprimento de mandados de busca e apreensão;

  • Bloqueio judicial de valores em contas ligadas aos investigados, para possibilitar eventual ressarcimento às vítimas.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o levantamento de vítimas.

O caso serve de alerta: propostas muito vantajosas, especialmente em redes sociais, exigem cautela redobrada. Antes de fechar qualquer negócio de consórcio ou financiamento, é fundamental verificar se a empresa é autorizada pelo Banco Central e desconfiar de promessas de liberação imediata de crédito em condições “boas demais para ser verdade”.

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