• 4 de junho de 2026
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2025 | Wesslley Sales

Policiais Militares são presos em Teresina na Operação Conexão Cajueiro da Polícia Federal. Foram 29 mandados cumpridos em cinco estados.

O esquema usava portos clandestinos para desembarque de contrabando em Cajueiro da Praia, com homicídios na disputa pelo controle dos negócios.

Ao todo foram 29 mandados expedidos pela Justiça, sete de prisão preventiva, incluindo dois policiais militares, e 22 mandados de busca e apreensão no Piauí, Ceará, Maranhão, Pará e São Paulo. Esse é o resultado da Operação Conexão Cajueiro deflagrada pela Polícia Federal nas primeiras horas desta quinta-feira (23) com foco em uma quadrilha especializada em contrabando de produtos internacionais.

Os mandados foram cumpridos em Parnaíba/PI, Cajueiro da Praia/PI, Teresina/PI, Chaval/CE, Sobral/CE, Peritoró/MA, Santa Inês/MA, Abaetetuba/PA e São Paulo/SP. A organização criminosa desembarcava os produtos em portos clandestinos na cidade de Cajueiro da Praia, no estuário dos rios Timonha e Ubatuba, e de lá eram distribuídos para vários centros consumidores. Os policiais militares foram presos em Teresina, um deles em condomínio na zona sul, mas não tiveram nomes revelados. A princípio ficarão em prisão militar e depois da audiência de custódia podem ser encaminhados para presídio, além de responder a partir de agora, administrativamente com possibilidade de perder a farda.

A ação foi autorizada pela 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Piauí, que determinou ainda o sequestro de bens dos envolvidos, montante que pode passar dos “R$ 250 milhões, correspondente a movimentações financeiras identificadas até o momento”, diz a PF em nota, afirmando ainda que “os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro”.

A Operação Conexão Cajueiro contou com mais de 80 policiais federais, além do apoio da Polícia Militar do Piauí e da Receita Federal. 

INVESTIGAÇÃO

Em nota, a Polícia Federal informou que o trabalho investigativo aconteceu após a morte, em 2022, de um dos líderes da quadrilha em Cajueiro da Praia, motivado pela disputa pelo controle dos negócios. Confira mais detalhes em trecho da nota da PF.

“A polícia identificou que o homem assassinado era o responsável pelas operações de descarregamento de embarcações e de transbordo de mercadorias para caminhões, que as transportavam até o seu próximo destino.

O trabalho investigativo revelou ainda que o esquema criminoso contava com um “prático”, que era responsável por conduzir as embarcações de um certo ponto da região da costa litorânea até os portos onde eram realizados o descarregamento e transbordo da carga.

No decorrer das apurações, foram realizadas diversas apreensões de caminhões e embarcações utilizados no transporte das mercadorias, dentre elas cigarros cuja venda é proibida no país e produtos de marcas conhecidas com indícios de falsificação, internalizadas no país a partir dos portos clandestinos situados no município de Cajueiro da Praia/PI. Além de produtos estrangeiros falsificados, foram apreendidos dois fuzis sem numeração de série".

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