O homem identificado como Gutierri Rafael Evangelista Farias foi preso na tarde desta sexta-feira (26), acusado de atirar no rosto da fisioterapeuta Susana Maria Vieira de Oliveira, de 42 anos, durante uma tentativa de latrocínio em Teresina. O crime aconteceu na madrugada do mesmo dia, no cruzamento das avenidas Ulisses Marques e Presidente Kennedy, zona Leste da capital.
Imagens de câmeras de segurança mostram Susana parada em um semáforo por volta de 00h50, quando dois criminosos em uma motocicleta, um deles com mochila de entregador, se aproximam. Poucos segundos depois, o disparo é efetuado e a vítima fica gravemente ferida dentro do carro. Populares correram para ajudar, e ela foi socorrida pela Polícia Militar ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), sendo depois transferida para um hospital particular. O tiro atingiu seu maxilar e a bala ficou alojada na coluna, segundo fontes próximas, que ainda não atualizaram o estado de saúde dela.
De acordo com a Polícia Civil, Gutierri e um comparsa vinham aterrorizando a capital em uma onda de assaltos armados em apenas três dias:
- 24/01: roubaram joias de um casal em frente a um comércio;
- 25/01: renderam três pessoas que saíam de um restaurante na zona Leste;
- 25/01 (noite): invadiram um comércio no bairro Cristo Rei, roubaram dinheiro e joias, e entraram em luta corporal com um policial militar, mas conseguiram escapar;
- 26/01 (madrugada): balearam a fisioterapeuta em tentativa de assalto.
As vítimas reconheceram Gutierri como o condutor da motocicleta em pelo menos dois desses ataques. A polícia segue em busca do comparsa.
Extensa ficha criminal
Aos 20 e poucos anos, Gutierri já acumula mais de 20 processos criminais e ocorrências registradas, que incluem atos infracionais desde a adolescência, internações, assaltos e porte ilegal de arma. O que revolta familiares da vítima e a sociedade é que ele havia sido solto pela Justiça há cerca de um mês, mesmo respondendo a uma série de crimes semelhantes.
Preso após ação conjunta das polícias Civil e Militar, Gutierri foi novamente encaminhado ao sistema prisional. O caso reforça o debate sobre a impunidade e os riscos da reincidência em crimes violentos, que deixam famílias destroçadas e cidadãos reféns do medo.
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