A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (14), a Operação Gênesis para investigar um suposto esquema de fraude em licitações, peculato, desvio de recursos públicos federais e lavagem de dinheiro no município de Vila Nova do Piauí, no interior do estado.
A operação teve como foco contratos custeados com recursos federais, especialmente verbas do Fundeb destinadas à educação municipal. Segundo a PF, as investigações apontam indícios de utilização de empresas sem capacidade operacional real para executar os serviços contratados, além de movimentações financeiras consideradas atípicas.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí. As diligências ocorreram no próprio município de Vila Nova do Piauí.
Além das buscas, a Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de um servidor público municipal, cujo nome não foi divulgado oficialmente pelas autoridades.
A decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados para rastrear a origem e o destino dos recursos movimentados, identificar possíveis beneficiários do esquema e aprofundar a coleta de provas.
Segundo a Polícia Federal, a apuração recai sobre suspeitas de uso de empresas de fachada e de interpostas pessoas para desviar dinheiro público federal vinculado à educação e à administração municipal.
Durante a operação, os agentes apreenderam veículos, documentos, aparelhos eletrônicos e quantias em dinheiro que agora passarão por perícia e análise investigativa.
Os investigados poderão responder por:
- fraude à licitação;
- peculato;
- desvio de verbas públicas;
- lavagem de dinheiro.
O caso amplia a pressão sobre a gestão pública municipal em Vila Nova do Piauí, especialmente diante do uso de recursos federais ligados à educação.
Nas eleições municipais de 2024, o município elegeu Belim Leal (PDT), com 66,85% dos votos válidos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Até o momento, a Polícia Federal não informou se o atual prefeito ou integrantes da atual gestão municipal são alvos diretos da investigação. A operação também não divulgou oficialmente a identidade dos investigados nem detalhou os contratos específicos sob suspeita.
A investigação segue em andamento e novas medidas podem ser adotadas pela Justiça Federal conforme o avanço da análise do material apreendido.
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