• 4 de junho de 2026
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quinta-feira, 6 de novembro de 2025 | Eddy Carlos

Empresários da Rede de Postos HD têm passaportes apreendidos e R$ 348 milhões bloqueados em operação da Polícia Civil do Piauí

Haran Sampaio e Danilo Coelho, suspeitos de integrar esquema de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis com ligação ao PCC, foram interceptados no Aeroporto de Guarulhos-SP.

Os empresários Haran Santiago Girão Sampaio e Danilo Coelho de Souza, ex-proprietários da Rede de Postos HD, foram interceptados no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na noite desta quarta-feira (5), por equipes da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e da Gerência de Operações e Investigações Criminais (GOIC). Ambos são alvos da Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí para desarticular um suposto esquema de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis com conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação ocorreu após decisão do juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, que determinou a apreensão dos passaportes dos empresários e de suas esposas — Thamyres Leite Moura Sampaio e Thayres Leite Moura Coelho — por risco de fuga do país. O magistrado citou o elevado poder aquisitivo do grupo, que possui inclusive aeronave própria, como fator de preocupação para a Justiça.

“Evidencia-se que a adoção de medida restritiva voltada a Haran Santhiago Girão Sampaio, Danillo Coelho de Sousa, Thamyres Leite Moura Sampaio e Thayres Leite Moura Coelho é imprescindível, diante do elevado risco de evasão internacional”, destacou o juiz em sua decisão.

Apesar da gravidade dos fatos, o pedido de prisão temporária foi negado, sob o entendimento de que as medidas cautelares seriam suficientes para assegurar o andamento das investigações.

Além da retenção dos passaportes, o juiz determinou o bloqueio de R$ 348,7 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. Os quatro alvos também estão sujeitos a:

  • Comparecimento obrigatório sempre que forem intimados;

  • Proibição de deixar a comarca de Teresina sem autorização judicial;

  • Proibição de manter contato com outros investigados, inclusive por redes sociais, aplicativos de mensagens ou intermediários.

A Operação Carbono Oculto 86 investiga um complexo sistema de fraudes fiscais e movimentações financeiras ilícitas, supostamente praticadas por empresários piauienses por meio de empresas de fachada, distribuidoras e fintechs criadas para mascarar o fluxo de capitais. Segundo as investigações, 49 postos de combustíveis já foram interditados no Piauí e em outros estados do Nordeste por suspeita de servirem como fachada para o grupo.

As apurações seguem em sigilo, e novas fases da operação não estão descartadas.

VEJA O VÍDEO DA ABORDAGEM E APREENSÃO DOS PASSAPORTES:


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