O levantamento é do Instituto Cabar que, na manhã desta sexta-feira (4), fez uma blitz educativa em frente ao parque Lagoas do Norte para chamar atenção dos motoristas para o cuidado com a travessia de animais em toda aquela região que margeia o Rio Parnaíba, sobretudo neste período de chuvas. A Presidente da ONG, a ambientalista Jaqueline Lustosa, explica que já aconteceram algumas conquistas, mas que é preciso avançar para preserva a fauna silvestre.
“Já conseguimos para essa região do Lagoas do Norte algumas lombadas e placas de sinalização alertando os motoristas para reduzir a velocidade, já que esse é um local de travessia desses animais. Começou a dar resultados. O ano passado, iniciado o período chuvoso, contamos 200 cágados de barbicha mortos, fora cobras e iguanas. Esses repteis são os mais acidentados ao tentar atravessar a avenida. Agora, em 2025, verificamos a morte de 62 animais. O ideal é não terem atropelamentos, mas a redução já é significativa”, destacou a Presidente do Instituto Socioambiental Cágados de Barbicha, que luta agora por uma sede própria.
Para isso, foi preciso parceria com órgãos como a Prefeitura de Teresina, através da Secretária Municipal de Meio Ambiente, do Governo do Estado, com a Secretaria de Meio Ambiente e o Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar, Diretoria Militar da Secretaria de Segurança, além de outras entidades como Associação dos Carroceiros, que trabalham também na conscientização de preservar os animais.
“Toda vida importa e por isso apoiamos o Instituto Cabar, o único que tem trabalho voltado para preservar os animais silvestres no Piauí”, afirmou Selma Figueiredo, que participou da blitz com a representante da Diretoria Militar, PM Polyana Costa Silva. Já o Capitão do Batalhão de Polícia Ambiental, destacou a importância de acionar o 190 ao invés de tentar manipular cobras, jacarés e outros animais silvestres que terminam aparecendo em áreas urbanas nos períodos chuvosos.
“Ao tentar manipular sem o devido preparo há riscos tanto para os seres humanos quanto para os animais. Assim, o correto é acionar o COPOM pelo 190 e a partir daí a Polícia Ambiental vai ao local para resgatar o animal e depois dar o destino correto, soltá-lo em segurança em seu habitat natural”, disse o Capitão Jerdesse, afirmando ainda que a BPA está pronto para apoiar entidades como o Instituto Cabar.
Representando a Prefeitura de Teresina, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente explicou sobre o papel de fiscalização e da conscientização sobre a preservação da fauna silvestre. Arijane Santiago afirmou que o órgão trabalha também em parceria com ONGs como o Instituto Cabar.
“A SEMAM atua em duas frentes. Na educação ambiental, com trabalho de conscientização nas escolas e fora dela sobre a importância de preservar não apenas os animais domésticos como a fauna silvestre. Outro trabalho nosso é na prevenção e combate aos crimes ambientais cometidos contra a fauna, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais, apesar de termos uma atuação administrativa. Atropelamentos de animais, por exemplo, as pessoas estão sujeitas a penas e sanções administrativas, daí a importância de momentos como esse, de conscientização dos motoristas. Parcerias como essa, com o Instituto Cabar, são muito bem vindas e estamos à disposição para fortalecer o movimento”, completou a analista do setor de fiscalização da SEMAM, Arijane Santiago.
Mortes de animais silvestres por atropelamento cairam 30% na região norte de Teresina




Deixe sua opinião: