Se há uma obra que recebe críticas da oposição ao Governo Rafael Fonteles (PT) é o porto de Luiz Correia. Para muitos, uma peça de ficção que, como dizem, “nunca atracou um navio” e que é visto mais como propaganda. No entanto, o Governador, apesar de afirmar que “respeita as críticas”, mantém seu posicionamento sobre esse sonho piauiense secular.
Em entrevista à Bancada Piauí, Rafael Fonteles explicou que o porto de Luiz Correia está em construção por etapas, detalhando cada fase para que os céticos compreendam que a obra não terá descontinuidade em seu governo.
“O fato é que nós continuamos no nosso caminho de realmente industrializar o estado do Piauí, mudar a logística do Piauí, e porto é um elemento fundamental. Ele segue a todo vapor. Primeiro nós desmistificamos logo no primeiro ano do nosso mandato a história de que o porto não tem calado, não tem profundidade. Rapidamente nós conseguimos colocar a profundidade de 9 metros, de 7 a 9 metros. Segunda etapa hoje você tem lá toda a administração do porto funcionando na retroárea do porto. Nem inauguramos ainda, mas já estão trabalhando. Terceira etapa o primeiro berço de atracação (área de um porto onde os navios atracam para embarcar e desembarcar mercadorias), que foi concluído agora, um caís de 150 metros por 30 metros, uma obra de engenharia muito importante que já vai ser inaugurada. Já está pronta”, explicou.
O próximo passo também está em andamento. Rafael Fonteles disse que existem várias empresas interessadas em se instalar na área do porto e que agora será oficializado através de licitação.
“Já iniciamos a licitação das áreas da retroárea para atividades específicas: terminal pesqueiro (que era o projeto original), terminal de combustíveis e derivados de petróleo, todas essas já tem empresas que arremataram a oportunidade de explorar aquela retroárea, a parte de contêineres, grãos e ferro e as futuras partes de derivados de hidrogênio. Então, teremos realmente um porto não apenas operacional como com múltiplas missões e, portanto, fazendo com que o Piauí possa importar e exportar suas mercadorias que hoje são feitas pelo porto de Itaqui (Maranhão) e pelo porto de Pecém (Ceará) pelo próprio porto do Piauí. Então, estamos cada vez mais próximos, animados e otimistas”, completa o Governador.
Sobre as críticas, Rafael Fonteles disse que é compreensível e que está aberto a ouvir a oposição. No caso do porto, especificamente, explica que há por parte de algumas pessoas um sentimento de descrença, mas que isso não impedirá que a obra seja concluída e atenda às necessidades do Piauí.
“Respeito muito as críticas da oposição. A gente tem sempre o ouvido aberto para ouvir as críticas e poder acertar mais. Eu sempre disse que o papel da oposição ajuda o Governo a acertar mais. Algumas pessoas, de fato, não acreditam. Algumas torcem contra. Mas, o fato é que nós continuamos no nosso caminho de realmente industrializar o estado do Piauí, mudar a logística do Piauí e porto é um elemento fundamental. Às vezes dizem que santo de casa não faz milagres, mas empresários de fora acreditam mais do que pessoas do próprio estado. Mas, a gente tem que compreender. É um sonho de mais de 100 anos. O porto está sendo construído a 50 anos. É natural que algumas pessoas questionem, duvidem torçam, às vezes, até contra porque não querem acreditar nesta realidade que está surgindo diante dos nossos olhos”, concluiu.
Rafael Fonteles mostra avanços nas obras do porto de Luiz Correia e diz compreender os que não acreditam e os que torcem contra
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