• 5 de junho de 2026
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segunda-feira, 18 de novembro de 2024 | Wesslley Sales

Com Wellington Dias representando o Brasil, Aliança Global contra a Fome terá sede na Itália

Ao todo, 82 países são signatários da Aliança. Wellington Dias falou sobre a entrada da Argentina de última hora.

Em julho deste ano a Organização das Nações Unidas divulgou um relatório preocupante, onde constata que o mundo deu marcha ré de 15 anos no combate à fome e desnutrição, é como se tivesse voltado ao ano de 2008. Imagine um em cada 11 habitantes do planeta com fome. É o que revelam os dados de 2023, quando 733,4 milhões de pessoas ficaram sem se alimentar, nem que por um único dia. 

Com base neste e em outros estudos a cúpula de líderes do G20, que acontece no Rio de Janeiro, tem como uma das prioridades a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada no início do evento e que chega hoje a 82 países signatários, além de várias outras organizações internacionais que somam 148 membros. A sede será instalada em 2025 em Roma, na Itália, e o Brasil terá como seu representante no Conselho Gestor o Ministro do Desenvolvimento Social, o piauiense Wellington Dias, que falou sobre a adesão da Argentina.

"Este não é apenas mais um fórum de discussão – é um mecanismo prático para canalizar conhecimento e financiamento de forma eficaz e alcançar aqueles que mais precisam. A Argentina participou desde o primeiro momento aqui no Brasil, participou da construção, esteve em outros fóruns. O presidente Milei, quando foi colocada a primeira relação, ainda estava em processo de diálogo e entendimento. Ele próprio reconheceu que a Argentina tinha um nível de pobreza entre os mais baixos e agora ultrapassou mais de 50% os níveis de pobreza. A não saída na primeira relação é porque tinha um processo de negociação. Logo depois com a entrada da Argentina, a organização fez uma declaração para informar essas entradas", explicou Wellington Dias. 

As metas do G20 para combate a fome e a pobreza são ousados, entre eles colocar sobre o cobertor da transferência de renda e proteção social em torno de 500 milhões de pessoas até 2030, além de programas de inclusão socioeconômica para 100 milhões de pessoas a mais, principalmente mulheres e fazer chegar merenda escolar para mais de 150 milhões de crianças onde a fome na infância é endêmica em alguns países. O apoio de financiamento às nações virá pelo Banco Mundial e o BID para implementação de programas estratégicos pactuados pela Aliança Global.

Maurício Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, explicou que o pacto dos países com a Aliança também prevê: 

- programa de transferência de renda condicionada;

- adoção de incentivo à merenda escolar;

- ações para a agricultura familiar;

- criação de cadastro único (integração entre programas na área social).

 Com Wellington Dias representando o Brasil, Aliança Global contra a Fome terá sede na Itália
 Foto: Ludovic MARIN / AFP
 
 



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