• 4 de junho de 2026
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quinta-feira, 21 de novembro de 2024 | Wesslley Sales

Bolsonaro, Braga Netto, Heleno e Valdemar da Costa Neto são indiciados pela PF por tentativa de golpe de Estado

Jair Bolsonaro reage contra Alexandre Moraes. Ao todo foram 37 indiciados, sendo que 23 são ou foram militares. Entenda o que acontece a partir de agora.

A lista possui 37 pessoas que, segundo o relatório da Polícia Federal, tiveram algum tipo de participação na tentativa de golpe de Estado, destes, 23 são ou foram militares. No indiciamento consta ainda crimes de organização criminosa e abolição violenta do estado democrático de direito. Entre os principais nomes estão o ex-Presidente Jair Bolsonaro (PL), o candidato a vice e ex-Ministro da Defesa, General Braga Neto, General Augusto Heleno, ex-diretor do GSI, o ex-ajudante de ordem da Presidência, tenente-coronel Mauro Cid e o Presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.

O relatório contendo todos os indiciados e a participação de cada um na tentativa de golpe de estado, que chegou a planejar as mortes do Presidente Lula e seu vice, Geraldo Alckmin e do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, foi entregue ao STF que deverá enviar para a Procuradoria-Geral da República para análise. Caso a PGR confirme os crimes, a denúncia será oferecida ao Supremo e, caso aceita, os 37 acusados passam a réus.

A investigação é ampla, apurando fatos desde o final de 2022, os ataques à sede dos três poderes em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023, a chamada “minuta do golpe” descoberta na casa de Anderson Torres, além de documentos na sede do partido do ex-Presidente Bolsonaro e no celular de Mauro Cid. Esta semana a Polícia Federal deflagou a Operação Contragolpe, culminando na prisão de quatro militares do Exército (Kids Pretos) e um PF, acusados de planejar a morte de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, além de vinculação ao planejamento dos atos golpistas.

Além disso, o grupo estava bem organizado, tanto que haviam núcleos bem articulados e com funções específicas: Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral; Jurídico; Operacional para Cumprimento de Medidas Coercitivas, Operacional de Apoio às Ações Golpistas, Responsável por Incitar Militares a Aderirem ao Golpe; Inteligência Paralela.

Jair Bolsonaro foi arrolado nos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, onde apenas a tentativa, caso comprovada, já pode levar a prisão. Ele também é acusado de organização criminosa. O ex-Presidente já havia sido indiciado em outros dois casos investigados pela Polícia Federal, a fraude no cartão de vacinas e das joias sauditas. Para ele, o momento é de aguardar a estratégia da defesa, mas criticou o Ministro Alexandre de Moraes.

"O ministro Alexandre de Moraes conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que não diz a lei. em que ver o que tem nesse indiciamento da PF. Vou esperar o advogado. Isso, obviamente, vai para a Procuradoria-Geral da República. É na PGR que começa a luta. Não posso esperar nada de uma equipe que usa a criatividade para me denunciar", disse Bolsonaro ao Metrópole".

CONFIRA OS INDICIADOS (compilação feita pelo G1): 

Ailton Gonçalves Moraes Barros, capitão reformado do Exército acusado de intermediar inserção de dados ilegal em cartões de vacinação contra Covid-19

Alexandre Castilho Bitencourt da Silva, coronel do Exército e um dos autores do documento de teor golpista "Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa e Exército Brasileiro"

Alexandre Ramagem, deputado federal, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e delegado da Polícia Federal

Almir Garnier Santos, almirante da reserva e ex-comandante da Marinha

Amauri Feres Saad, advogado citado na CPI dos Atos Golpistas como "mentor intelectual" da minuta do golpe encontrada com Anderson Torres

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça

Anderson Lima de Moura, coronel do Exército e um dos autores do documento de teor golpista "Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa e Exército Brasileiro"

Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército que chegou a ocupar cargo de direção no Ministério da Saúde na gestão Eduardo Pazuello

Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional e general da reserva do Exército

Bernardo Romão Correa Netto, coronel acusado de integrar núcleo responsável por incitar militares a aderirem a uma estratégia de intervenção militar para impedir a posse de Lula.

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, engenheiro contratado pelo PL para questionar vulnerabilidade das urnas eletrônicas durante eleições de 2022

Carlos Giovani Delevati Pasini, coronel do Exército suspeito de ter participado da confecção da "Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa e Exército Brasileiro"

Cleverson Ney Magalhães, coronel da reserva do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres

Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general da reserva e ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército

Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército e supostamente envolvido com carta de teor golpista

Filipe Garcia Martins, ex-assessor da Presidência da República que participou da reunião que tratou da minuta de golpe

Fernando Cerimedo, empresário argentino que fez live questionando a segurança das urnas eletrônicas durante as eleições de 2022

Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército e um dos responsáveis pelo monitoramento clandestino de opositores políticos

Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel e ex-comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas em Goiânia que desmaiou quando a PF bateu à sua porta

Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército identificado em trocas de mensagens com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Barbosa Cid

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, ex-deputado, ex-vereador do Rio de Janeiro e capitão da reserva do Exército

José Eduardo de Oliveira e Silva, padre da diocese de Osasco

Laercio Vergililo, general da reserva envolvido em suposta trama golpista

Marcelo Bormevet, policial federal suspeito de integrar o esquema de espionagem ilegal conhecido como "Abin paralela"

Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro

Mario Fernandes, ex-número 2 da Secretaria-Geral da Presidência, general da reserva e homem de confiança de Bolsonaro. É suspeito de participar de um grupo que planejou as mortes de Lula, Alckmin e Moraes

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, tenente-coronel do Exército (afastado das funções na instituição)

Nilton Diniz Rodrigues, general do Exército suspeito de participar de trama golpista

Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, empresário e neto do ex-presidente do período ditatorial João Figueiredo

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa, general da reserva e ex-comandante do Exército

Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel e integrante do grupo 'kids pretos'

Ronald Ferreira de Araujo Junior, tenente-coronel do Exército

Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel que integrava o "núcleo de desinformação e ataques ao sistema eleitoral"

Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado "gabinete do ódio"

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido pelo qual Jair Bolsonaro e 

Braga Netto disputaram as eleições de 2022

Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022, general da reserva do Exército

Wladimir Matos Soares, policial federal que atuou na segurança do hotel em que Lula ficou hospedado na transição. Ele é suspeito de participar de grupo que planejou as mortes de Lula, Moraes e Alckmin

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