• 5 de junho de 2026
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segunda-feira, 1 de setembro de 2025 | Eddy Carlos

Transnordestina avança e já há previsão de ser concluída até o segundo semestre de 2028

O trecho de Eliseu Martins a São Miguel do Fidalgo, já alcançou 33% de execução, permitindo a antecipação da colocação de trilhos e dormentes para o primeiro semestre de 2026.

A Ferrovia Transnordestina segue avançando no Piauí com um ritmo acelerado. O trecho da Fase 2, que vai de Eliseu Martins a São Miguel do Fidalgo, já alcançou 33% de execução, permitindo a antecipação da colocação de trilhos e dormentes para o primeiro semestre de 2026. Com esse avanço, a expectativa é que os 391 km da ferrovia no estado sejam concluídos até o segundo semestre de 2028, cerca de um ano e meio antes do prazo inicialmente previsto.

O progresso foi possível graças a um novo aporte do Governo Federal, que destinou R$ 1,4 bilhão ao projeto, provenientes do FDNE e do Finor. Apenas em 2024, foram liberados R$ 600 milhões, e em 2025 outros R$ 816 milhões reforçaram o orçamento.

Além do impacto direto na infraestrutura do estado, a Transnordestina é considerada peça-chave para a transformação econômica do Nordeste, sobretudo no Piauí. A ferrovia corta municípios estratégicos do Sul do estado, como Itaueira, Ribeira do Piauí, Simplício Mendes, São Francisco de Assis do Piauí e Paulistana, até a divisa com Pernambuco. 

Importância estratégica

  • Facilitará o escoamento da produção de grãos dos cerrados piauienses;

  • Será rota de exportação para os minérios extraídos, por exemplo, em Paulistana e Curral Novo (ferro) / Capitão Gervásio Oliveira e São João do Piauí (níquel);

  • Vai integrar o interior ao litoral, conectando a produção aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE);

  • Reduzirá custos logísticos e ampliará a competitividade do agronegócio e da indústria regional.

Com previsão de testes de carga já a partir de 2025 em alguns trechos, a Transnordestina se consolida como a grande aposta para transformar o Nordeste em um polo logístico mais eficiente, garantindo ganhos de competitividade e desenvolvimento sustentável para os estados cortados pela ferrovia.

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