O que incomoda a população diariamente nas ruas de qualquer cidade do Brasil e, claro, no Piauí não seria diferente, são os assaltos onde criminosos geralmente chegam em dupla em motocicletas e, armados, levam tudo que podem da vítima, principalmente celulares. As prisões são constantes, mas pouco tempo passam na cadeia e voltam a cometer o mesmo crime. Muitos tem diversas passagens e respondem a dezenas de inquéritos. Para Sílvio Mendes (UB), candidato ao Governo, parte do problema está no processo feito pelas forças de segurança e na falta de juízes para atender a demanda.
“Vamos trabalhar com o poder judiciário, que tem déficit de juízes no interior do Estado, com tem de delegados. São apenas 61 delegados para 223 municípios, também não tem juízes. Precisamos aumentar isso. Eles pedem pelo menos 10 novos, mas precisamos dobrar o número de desembargadores senão acumula e é humanamente impossível dar conta das demandas. A estrutura das polícias civil ou militar às vezes não formaliza o processo adequado. Às vezes é erro de processos formais e o juiz não pode se contrapor porque ele vai para os autos”, explica.
Com crítica ao Ministério Público, Mendes afirma que fará concurso para as forças de segurança em janeiro, caso seja eleito, e promete juntar executivo, legislativo e judiciário para tentar frear a escalada da impunidade.
“Mais da metade dos presos no Brasil não tem processo. Ora, quase todos são pobres e não contratam advogados. Mas, os grandes criminosos sim. O Brasil tem três poderes, além do Ministério Público que não tem poder de condenar, mas de indiciar e às vezes vira prefeito. Então é preciso ter um grande movimento de convergência. Que solução para esse problema? Tem que juntar a Assembleia Legislativa, como legisladora, o poder judiciário, que julga e decide a liberdade ou não, e o poder executivo que tem a preocupação maior de fazer essas coisas acontecerem. É simples? É não, mas todo problema tem solução”, destacou.

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