O Piauí não tem histórico de grandes renovações nas bancadas estadual e federal. Em 2018, por exemplo, na Assembleia Legislativa foram sete novos parlamentares eleitos, 23% das 30 cadeiras. Na Câmara dos deputados 40%, ou seja, das 10 vagas, quatro foram ocupadas por novos legisladores.
A tendência, segundo as pesquisas até aqui, é de que em 2022 a renovação não deverá sofrer grandes alterações. Mas, o que pode ser afirmado sem sobra de dúvida é que na Alepi será de no mínimo 20%. O motivo é que Temístocles Filho (MDB) deixa a Casa para disputar vaga de vice-Governador de Rafael Fonteles (PT); Flora Izabel agora é conselheira do Tribunal de Contas do Estado; Lucy Soares (PP) não disputará eleição; Júlio Arcoverde (PP) tentará a sorte para Câmara dos Deputados, mesma situação de Francisco Costa (PT); Fernando Monteiro (PRTB) faleceu em dezembro de 2019.
Na Câmara dos Deputados será grande a disputa pelas cadeiras. Porém, três vagas já estão a espera de novos parlamentares. Iracema Portella (PP) disputa a vaga de vice-Governadora de Sílvio Mendes (UB); Átila Lira (PP) resolveu não concorrer; Assis Carvalho (PT) morreu em julho de 2020.
Parte destas vagas, claro, os ainda ocupantes querem deixar de herança para os filhos. Átila Lira, por exemplo, está se empenhando para eleger Átila Filho (PP) e Lucy Soares (PP) abriu mão de ser candidata em favor da filha, Bárbara Firmino (PP), que adotou na campanha o sobrenome do pai. Francisco Costa espera herdar as bases de Assis Carvalho e Júlio Arcoverde deve ser o maior beneficiado pelas lideranças que dão sustentação a Iracema Portella.
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